Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Pioneirismo
Congresso em Foco
25/6/2026 17:51
A indicação da senadora Teresa Leitão (PT-PE) como líder do governo no Senado representa pioneirismo feminino. Considerado uma das posições mais estratégicas para articulação do governo no Congresso, o cargo nunca foi ocupado por uma mulher desde sua criação, em 1990. Teresa Leitão também é a primeira mulher a representar Pernambuco no Senado Federal.
Historicamente desfavorecidas em cargos políticos, as mulheres chegaram ao Senado Federal em 1978. No entanto, uma cadeira no Colégio de Líderes só se tornou feminina pela primeira vez em 1995, quando Junia Marise assumiu a liderança do PDT. Levantamento foi realizado pelo Congresso em Foco, a partir dos dados presentes em relatórios divulgados anualmente pela Presidência do Senado.
Depois que saiu da posição, no ano seguinte, a próxima a alcançar cargo semelhante foi Marina Silva (Rede-SP), hoje deputada. Em 1999, a então senadora assumiu a liderança do Bloco Parlamentar de Oposição, que era formado por PT, PDT, PSB e PPS. O mesmo bloco levou a terceira mulher ao cargo de líder no Senado. Em 2000, Heloísa Helena assumiu a vaga deixada por Marina.
Três anos depois dela, veio Ideli Salvati, que liderou o Bloco de Apoio ao Governo e o PT em diferentes períodos entre 2004 e 2009. Em 2007, ocorreu a primeira liderança simultânea entre duas mulheres. Salvati dividiu o Colégio de Líderes com Lúcia Vânia, líder do PSDB, por parte do ano.
Até 2021, quando o Senado tinha 12 mulheres, a representação feminina se manteve estável em uma ou duas. Nesse período, Kátia Abreu (2011 a 2013), Lídice da Mata (2014 a 2018) e Vanessa Grazziotin (2015 a 2018) foram líderes de diferentes partidos.
Em 2018, Simone Tebet assumiu a liderança do MDB e da maioria. Durante um mês, até que Lídice deixasse de ser líder do PSB, houve três mulheres em um colégio com cerca de 25 líderes e, na Casa, 13 senadoras. Grazziotin completava o trio, como liderança do PCdoB. Ela era a única filiada ao partido na Casa.
O ano seguinte marca a primeira composição duradoura com três mulheres: eram Daniella Ribeiro (PP-PB), Eliziane Gama (PSD-MA), que à época era do Cidadania, e Leila Barros (PDT-DF), então líder do PSB.
Permanência
A criação da Bancada Feminina pela Resolução nº 5/2021 garantiu que ao menos uma integrante do Colégio de Líderes fosse mulher. Conforme o Regimento Interno do Senado, a liderança ocorre por revezamento, com troca a cada seis meses. A escolha da líder ocorre por indicação das próprias integrantes, que são todas as senadoras em exercício na legislatura.
Até a presente legislatura, 2024 foi o ano com maior número de senadoras líderes. Além de Leila Barros na Bancada Feminina, Eliziane Gama era líder do Bloco Parlamentar da Resistência Democrática. Em partidos, tinha Tereza Cristina (PP-MS) e Ana Paula Lobato (PSB-MA), à época do PDT. Daniella Ribeiro era líder da maioria no Congresso.
Em 2026, o Senado volta a ter três mulheres em posições de liderança. Além de Teresa Leitão, Professora Dorinha Seabra (União-TO) comanda a Bancada Feminina e o Bloco Democracia, enquanto Eliziane Gama lidera o Bloco Parlamentar da Resistência Democrática.
Com a chegada de Teresa Leitão, as mulheres passarão a ocupar quatro das dez posições do Colégio de Líderes, o equivalente a 40% da composição. O percentual é o dobro da representação feminina no Senado, onde as 16 senadoras correspondem a cerca de 20% das 81 cadeiras. A diferença ocorre porque a senadora Professora Dorinha Seabra acumula duas lideranças simultaneamente.
Temas
LEIA MAIS
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Kim Kataguiri defende proibição definitiva de anúncios de bets
PRESSÃO ELEITORAL
Da 6x1 à IA: eleições e atritos pressionam Congresso antes do recesso