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Após ameaça, Missão antecipa candidatura de Renan Santos à Presidência

Candidato afirmou ter sido alvo de intimidação de facções criminosas e escolheu antecipar a inscrição para receber proteção da PF.

20/7/2026
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O candidato à Presidência Renan Santos anunciou nesta segunda-feira (20) que o Missão antecipou a inscrição na Justiça Eleitoral por "questões de segurança". Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que a decisão de antecipar a convenção partidária ocorreu após uma série de ameaças envolvendo facções criminosas.

"Voltei do Ceará com mais ameaças de duas facções criminosas. Moro em São Paulo, cidade que, como o Primeiro Comando da Capital, é perigoso e na qual vêm também ocorrendo as primeiras ameaças contra nossa campanha. Estou hoje no Rio de Janeiro e já recebi mais uma ameaça agora, também envolvendo o Comando Vermelho."

Segundo o candidato, a antecipação foi sugerida pela área de segurança da pré-campanha, já que a oficialização concede direito à proteção da Polícia Federal. "Estar com a PF não é mais uma questão de conveniência, é uma questão de sobrevivência", disse.

Apesar da antecipação da formalização, o evento público de lançamento da campanha está mantido para o dia 1º de agosto, quando Renan Santos pretende apresentar suas propostas e diretrizes. "Peço para vocês comparecerem ao evento, que vai trazer o Livro Amarelo e as nossas propostas para mudar o Brasil", afirmou.

Segurança

A proteção poderá começar a partir desta segunda-feira (20), depois que a candidatura for homologada em convenção partidária e for apresentada uma solicitação formal.

A adesão é facultativa, e os candidatos que recusarem o serviço poderão pedi-lo posteriormente. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, anunciou nas redes sociais que vai recusar o recurso.

O esquema pode mobilizar até 458 servidores, entre agentes de proteção, profissionais de inteligência e logística e chefes de equipe. A estrutura foi planejada para atender simultaneamente até dez candidaturas e terá acompanhamento das agendas em todos os estados.

Cada presidenciável terá um plano próprio, definido a partir da avaliação de riscos, ameaças, deslocamentos e características dos eventos. A operação poderá utilizar veículos blindados, equipamentos antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas.

Segundo a PF, aproximadamente R$ 95 milhões foram destinados à mobilização das equipes, à contratação de serviços e à compra de equipamentos para a operação.

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