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Eleições
Congresso em Foco
20/7/2026 15:49
O candidato à Presidência Renan Santos anunciou nesta segunda-feira (20) que o Missão antecipou a inscrição na Justiça Eleitoral por "questões de segurança". Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que a decisão de antecipar a convenção partidária ocorreu após uma série de ameaças envolvendo facções criminosas.
"Voltei do Ceará com mais ameaças de duas facções criminosas. Moro em São Paulo, cidade que, como o Primeiro Comando da Capital, é perigoso e na qual vêm também ocorrendo as primeiras ameaças contra nossa campanha. Estou hoje no Rio de Janeiro e já recebi mais uma ameaça agora, também envolvendo o Comando Vermelho."
Segundo o candidato, a antecipação foi sugerida pela área de segurança da pré-campanha, já que a oficialização concede direito à proteção da Polícia Federal. "Estar com a PF não é mais uma questão de conveniência, é uma questão de sobrevivência", disse.
Apesar da antecipação da formalização, o evento público de lançamento da campanha está mantido para o dia 1º de agosto, quando Renan Santos pretende apresentar suas propostas e diretrizes. "Peço para vocês comparecerem ao evento, que vai trazer o Livro Amarelo e as nossas propostas para mudar o Brasil", afirmou.
Segurança
A proteção poderá começar a partir desta segunda-feira (20), depois que a candidatura for homologada em convenção partidária e for apresentada uma solicitação formal.
A adesão é facultativa, e os candidatos que recusarem o serviço poderão pedi-lo posteriormente. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, anunciou nas redes sociais que vai recusar o recurso.
O esquema pode mobilizar até 458 servidores, entre agentes de proteção, profissionais de inteligência e logística e chefes de equipe. A estrutura foi planejada para atender simultaneamente até dez candidaturas e terá acompanhamento das agendas em todos os estados.
Cada presidenciável terá um plano próprio, definido a partir da avaliação de riscos, ameaças, deslocamentos e características dos eventos. A operação poderá utilizar veículos blindados, equipamentos antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas.
Segundo a PF, aproximadamente R$ 95 milhões foram destinados à mobilização das equipes, à contratação de serviços e à compra de equipamentos para a operação.
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