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Renata Vieira diz que briga com entregador foi "cilada de Satanás"

Pré-candidata afirma que Deus a ajudou a desvendar uma "arapuca" e anuncia ações por ameaças e crimes cibernéticos.

23/7/2026
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A pré-candidata a deputada estadual Renata Vieira (PL-MG) classificou como uma "astuta cilada de Satanás" o episódio em que foi filmada agredindo um entregador de móveis em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Renata afirmou que seu "coração está mais leve" após ter conseguido, segundo ela, desvendar a suposta "arapuca" por trás da confusão.

"Hoje o coração está tão grato, tão grato, sabe? De o Senhor me proporcionar a solução, de poder desvendar a arapuca em que eu caí, de poder mostrar as astutas ciladas de Satanás."

A pré-candidata também agradeceu as mensagens de apoio recebidas de moradores de Belo Horizonte, Contagem, Betim, do Triângulo Mineiro e de municípios do Vale do Jequitinhonha.

Ações por ameaças

Renata afirmou que pretende procurar o Ministério Público para apresentar informações sobre o caso e adotar medidas judiciais contra pessoas que teriam feito ameaças e cometido crimes virtuais contra ela e seus familiares.

"Hoje nós estamos indo finalizar, no Ministério Público, algumas coisas que a gente tem que finalizar, inclusive entrar com todas as ações de crime, de ameaças e cibernéticos mesmo. São muitos e muitos que foram cometidos contra mim e a minha família."

Segundo a pré-candidata, o episódio teria sido resultado de uma ação planejada envolvendo pessoas do condomínio onde mora. Ela, no entanto, ainda não apresentou publicamente provas de que a confusão ou a gravação tenham sido previamente articuladas.

Renata também voltou a afirmar que o homem envolvido no confronto não seria o entregador originalmente escalado para realizar o serviço, mas um policial rodoviário federal que teria substituído outro funcionário.

"Não era um trabalhadorzinho normal, entregador de móveis. Era um policial federal que, literalmente, foi trocado com o verdadeiro entregador."

A informação sobre a profissão do trabalhador ainda não foi confirmada pelas autoridades.

Renata admitiu ter errado

O caso ocorreu em 16 de julho, durante a entrega de um sofá na residência da pré-candidata. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Renata dando tapas no rosto do trabalhador, arremessando uma pedra em sua direção, segurando sua camisa e tentando derrubá-lo.

As gravações, porém, não mostram integralmente o início da discussão.

Após a repercussão das imagens, Renata admitiu ter errado ao reagir, mas manteve a versão de que havia sido agredida primeiro pelo entregador.

"Eu sei que errei porque poderia não ter revidado o bicudo que ele me deu com um tapa. Eu poderia não ter pegado ele pela blusa e não ter entrado em luta corporal com ele. Eu fiz tudo errado."

Segundo a pré-candidata, o homem a atingiu com um chute em uma área que não aparece nas imagens. Ela também afirmou ter sofrido socos e beliscões e disse que tentou impedir que o móvel fosse levado de volta.

Renata relatou ainda possuir transtorno de estresse pós-traumático em razão de episódios anteriores de violência e afirmou que a situação desencadeou uma reação emocional.

Versões diferentes

Na primeira manifestação após a divulgação dos vídeos, a equipe de Renata afirmou que o desentendimento começou depois que o entregador descobriu que ela era pré-candidata pelo PL e passou a fazer comentários de cunho político.

A pré-candidata disse ter sido atacada ao tentar impedir que o profissional devolvesse os móveis ao veículo da entrega. A suposta motivação política, entretanto, ainda não foi confirmada pelas autoridades ou pelas imagens divulgadas.

Pessoas ligadas ao entregador apresentam outra versão. Segundo elas, o trabalhador estava sozinho para descarregar um sofá de cinco lugares e teria informado que precisaria retornar com outro funcionário para concluir o serviço com segurança.

Renata não teria aceitado esperar, o que deu início à discussão. Até o momento, o entregador não se manifestou publicamente sobre o caso.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que ouviu Renata e o trabalhador e instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias do confronto. Novas imagens, depoimentos e exames poderão ser analisados durante a apuração.

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