Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Agressão
Congresso em Foco
19/7/2026 11:39
A pré-candidata a deputada estadual pelo Partido Liberal em Minas Gerais Renata Vieira admitiu ter errado ao agredir um entregador de móveis durante a confusão em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em uma sequência de stories, ela pediu perdão pela reação, mas manteve a versão de que havia sido atacada primeiro.
"Eu sei que errei porque poderia não ter revidado o bicudo que ele me deu com um tapa. Eu poderia não ter pegado ele pela blusa e não ter entrado em luta corporal com ele. Eu fiz tudo errado."
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Renata dando tapas no rosto do trabalhador, arremessando uma pedra em sua direção e segurando sua camisa. As gravações não mostram integralmente o início da confusão.
Segundo a pré-candidata, o tapa ocorreu depois que o homem a atingiu com um chute atrás do veículo utilizado na entrega, movimento que não apareceria no ângulo das imagens divulgadas.
"Quando ele me chutou de bicuda atrás do carro, que não aparece na câmera, eu fiquei cega e meti a mão na cara dele. Eu não acreditei nem no que fiz", declarou.
Renata afirmou ter transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de episódios anteriores de violência e disse que a situação fez com que revivesse o trauma. Apesar disso, reconheceu que a reação foi inadequada.
Suposta condição de policial
Em outro vídeo, Renata questionou a hipótese de que o entregador seria policial rodoviário federal. A informação sobre a profissão do trabalhador não foi confirmada publicamente pelas autoridades e foi tratada pela própria pré-candidata como uma suposição.
"Se eu sou uma agressora e lá dentro agredi ele, como ele disse, por que, se ele é policial, não se apresentou para mim e não me deu voz de prisão? Por que ele não me prendeu? Foi ele que me agrediu."
Renata afirmou que o homem teria relatado no boletim de ocorrência que foi agredido por ela ainda dentro do prédio. A partir dessa versão, a pré-candidata questionou por que ele não teria se identificado como policial ou lhe dado voz de prisão durante a confusão.
Filmagem causou desconfiança
Renata também disse ter estranhado o fato de o trabalhador começar a filmar depois das agressões que afirma ter sofrido. Segundo a pré-candidata, ela chegou a pedir que ele apagasse a gravação.
"Eu não entendo por que um entregador agride você e depois começa a filmar. Eu achei muito estranho", afirmou.
Ela declarou que não registrou a confusão com o próprio telefone porque sabia da existência de câmeras de segurança no local. De acordo com Renata, o vídeo gravado posteriormente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi feito por orientação de sua advogada.
"Eu notei algo estranho, liguei para a minha advogada, e ela falou: 'Filme para as pessoas verem o que está acontecendo, porque você está caindo em uma arapuca, você não está entendendo o que está acontecendo ainda'."
A pré-candidata não apresentou provas de que a confusão ou as filmagens tenham sido planejadas. Ela afirmou possuir laudos dos atendimentos recebidos na UPA e no Instituto Médico-Legal, mas os documentos não foram divulgados publicamente.
Renata sustenta que acionou a polícia e tentou impedir que o entregador deixasse o local antes da chegada dos agentes, por receio de que ele não fosse identificado. Segundo ela, testemunhas e novas imagens poderão confirmar sua versão.
A versão apresentada por pessoas ligadas ao entregador é de que ele pretendia retornar à loja para buscar outro funcionário que o ajudasse a descarregar um sofá, o que não teria sido aceito pela cliente. A motivação política alegada por Renata ainda não foi confirmada pelas autoridades.
Temas