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Moraes revoga medidas cautelares do pré-candidato ao Senado Márcio Canella

Decisão permite que Canella deixe de usar tornozeleira eletrônica; medida abrange policial militar preso por empunhar arma.

24/7/2026
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, revogou as medidas cautelares impostas ao ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), pré-candidato ao Senado. A decisão do ministro foi tornada pública nesta sexta-feira (24).

Ele foi preso em flagrante por posse de um fuzil calibre .556 no interior de seu veículo no último dia 7. Quatro dias depois, no dia 11, Moraes havia substituído a prisão por medidas cautelares.

A decisão também abrange Antônio Gomes da Silva Neto, outro investigado na Operação Unha e Carne, que apura a atuação de organizações criminosas no Rio de Janeiro e suas conexões com agentes públicos.

O inquérito foi instaurado para investigar "indícios concretos de crimes com repercussão interestadual e internacional", o que inclui a atuação de milícias, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro, além de possíveis vínculos com agentes públicos.

A decisão de Moraes também abre caminho para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie o arquivamento ou a continuidade das investigações relacionadas ao porte ilegal de arma.

Moraes revoga medidas cautelares de Márcio Canella.Pablo Carmo/Divulgação

Confiança em Deus

Após a decisão, Canella afirmou que pretende seguir firme em sua trajetória pública com base na fé e indicou que deve anunciar em breve seus planos para as eleições deste ano.

Em mensagem divulgada nas redes sociais, ele destacou confiança em Deus e sinalizou que fará um pronunciamento mais detalhado sobre o caminho que irá adotar no cenário eleitoral.

"ELE me conhece, conhece meu coração, conhece meu trabalho, sabe tudo o que eu fiz na vida pública para melhorar a vida das pessoas em defesa do cidadão de bem."

Apesar de não detalhar o ocorrido, Canella disse que se manifestará. "Muito em breve farei um pronunciamento sobre tudo e sobre o caminho que irei seguir nas eleições deste ano", disse.

Márcio Canella diz confiar em Deus.Reprodução/X

Operação Unha e Carne

A Operação Unha e Carne apura a atuação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões.

As autoridades apontam a existência de uma estrutura organizada, com participação de empresários e possível apoio político para dar sustentação às atividades investigadas.

De acordo com a decisão, a Polícia Federal estruturou a investigação com foco em quatro frentes principais: atuação de facções criminosas, coordenação nacional das ações policiais, asfixia financeira dos grupos e apuração de conexões com agentes públicos.

Na fase que levou à prisão de Canella, policiais federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense.

Antônio Gomes da Silva Neto é policial militar e, segundo a investigação, foi avistado no momento da deflagração da operação empunhando uma arma de fogo.

A PF também apontou que o policial militar atuava como segurança particular, supostamente integrando uma estrutura armada vinculada à organização criminosa.

Também foram determinadas medidas de sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

Processo: Inq 5.020

Leia a íntegra da decisão.

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