O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, defendeu nesta segunda-feira (3) o sistema eletrônico de votação durante a sessão de abertura do segundo semestre forense da Corte.
Em discurso, o magistrado destacou a preparação da Justiça Eleitoral para as eleições gerais de 2026 e anunciou o início da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, voltada à divulgação do funcionamento das urnas eletrônicas por meio de demonstrações públicas, atividades educativas e visitas guiadas.
O ministro destacou em seu pronunciamento a importância da participação popular e institucional no acompanhamento do processo eleitoral este ano. "As portas da justiça eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral", declarou o presidente da Corte.
Veja a fala:
Nunes Marques antecipou ainda que o período que antecede o primeiro turno será de intensificação de ações eleitorais, e que o tribunal já se prepara para o aumento da demanda processual esperado nas próximas semanas. "O desafio é enorme e exigirá desta Corte dedicação permanente e esforço adicional de todos os seus integrantes."
O ministro associou a promoção da transparência sobre o funcionamento do sistema eleitoral à credibilidade da instituição. "Transparência não é apenas um compromisso desta instituição, é um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras", afirmou.
Exposição da urna
Antes da sessão de abertura, o TSE realizou uma transmissão ao vivo na qual apresentou o interior de uma urna eletrônica. Durante a demonstração, um engenheiro da Corte explicou o funcionamento dos mecanismos de segurança, criptografia e auditoria do equipamento, como parte das ações de esclarecimento ao público promovidas pela Justiça Eleitoral.
A promoção pública do processo eletrônico de votação sucede um período conturbado para a Corte eleitoral. Em 2022, o TSE foi alvo de múltiplas campanhas de descredibilização da urna eletrônica. Uma delas, movida pelo então presidente Jair Bolsonaro em reunião junto a embaixadores estrangeiros no Palácio do Planalto, resultou mais tarde na sua condenação à inelegibilidade.
Após o pleito, a derrota de Bolsonaro foi questionada por uma parcela de seus eleitores, provocando uma onda de protestos pelo país. Nesta eleição, por outro lado, seu candidato escolhido como sucessor, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em entrevista televisiva que confia na imparcialidade do TSE e que reconhecerá o resultado das urnas.