O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) voltou atrás mais uma vez sobre sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Um dia após anunciar que desistiria da disputa, o parlamentar afirmou nesta terça-feira (4) que pretende concorrer ao Palácio Tiradentes e fez um apelo ao presidente nacional do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP), para que seu nome seja mantido na corrida eleitoral.
O pronunciamento foi feito durante a convenção nacional do partido, em Brasília.
Em um discurso marcado por referências à fé e ao luto pela morte do irmão, Cleitinho disse que anunciou a desistência em um momento de fragilidade emocional e pediu uma nova oportunidade à direção da legenda.
"Eu quero ser candidato a governador e peço aqui, humildemente, que me dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido, eu não vou decepcionar o senhor, presidente. Vou fazer de tudo para valorizar o partido, mas principalmente o povo mineiro."
Luto levou à mudança de decisão
Cleitinho afirmou que a desistência foi motivada pelo abalo emocional causado pela morte do irmão, ocorrida há cerca de duas semanas.
"Eu vim passando por um momento de luto há 15 dias. Ontem, na hora que fui decidir essa situação, tive momentos de vulnerabilidade, de espiritualidade. Não estava bem."
Segundo o senador, a mãe, o irmão e apoiadores o convenceram a permanecer na disputa. Ao reconhecer a mudança de posição, ele também pediu compreensão.
"Quem nunca foi e voltou? Quem nunca teve equívoco? Quem nunca errou?"
Desistência durou menos de 24 horas
Na segunda-feira, Cleitinho havia anunciado, sob lágrimas, que não disputaria o governo de Minas.
Em vídeo gravado ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do presidente estadual da legenda, deputado Euclydes Pettersen (MG), o senador afirmou que precisava priorizar a família e cuidar da saúde emocional diante do luto pela morte do irmão.
A decisão ocorreu em meio às indefinições do Republicanos sobre a sucessão estadual. Nas últimas semanas, o diretório mineiro chegou a indicar que o senador deixaria de ser o nome da legenda, enquanto lideranças passaram a discutir apoio ao ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP).
Com a nova manifestação de Cleitinho, a disputa interna volta a ficar aberta às vésperas do encerramento das convenções partidárias, prazo para a definição oficial das candidaturas às eleições de outubro.
O registro dos candidatos deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.