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Convenções encerradas: veja o candidato escolhido por cada partido

Período de convenções partidárias chega ao fim com recorde de partidos neutros e múltiplas chapas puro-sangue.

5/8/2026
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Encerra-se nesta quarta-feira (5) o prazo para a realização das convenções partidárias, período em que cada sigla formaliza a escolha de seus candidatos e das coligações para o início das campanhas eleitorais. Entre as decisões está a definição da chapa que será apoiada no primeiro turno da disputa presidencial.

O pleito deste ano se aproxima com alianças esvaziadas. Dos 15 partidos e federações com representação no Congresso Nacional, seis declararam neutralidade e liberaram seus diretórios estaduais para apoiar o presidenciável considerado mais conveniente às articulações locais.

Confira as coligações de cada partido em 2022 e 2026:

O único candidato ao Planalto que conseguiu consolidar uma coligação foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição. Candidato pela federação PT-PCdoB-PV, ele também conta com o apoio do PSB, partido de seu vice, Geraldo Alckmin, além do PDT e da federação Psol-Rede.

Seu principal concorrente é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa em chapa puro-sangue ao lado do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), confirmado na última manhã como candidato a vice. Nacionalmente, o PL concorre sozinho e deverá buscar o apoio de lideranças regionais para ampliar seu alcance entre os eleitores.

Entre as legendas com representação no Congresso Nacional, também lançaram candidatos o PSD, com a chapa formada por Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab; o Avante, que escolheu o psiquiatra Augusto Cury, ainda sem um vice definido; o Novo, com Romeu Zema e Eduardo Girão; e o Missão, que apresenta Renan Santos e Aroldo Medina.

Mudanças de rumo

Na lista de partidos e federações que optaram pela neutralidade estão as duas legendas que se coligaram com o PL no primeiro turno de 2022: o PP, agora federado ao União Brasil, e o Republicanos. Ambos integraram as bases de apoio dos governos Jair Bolsonaro e Lula e chegam ao período eleitoral com suas lideranças estaduais divididas.

O União Brasil, que lançou Soraya Thronicke (União-MS) em 2022, também decidiu liberar seus diretórios. A mesma escolha foi feita pelas siglas que, na eleição anterior, haviam se reunido em torno da chapa Simone Tebet e Mara Gabrilli: o MDB, o Podemos e a federação PSDB-Cidadania.

O PDT, que no último pleito lançou Ciro Gomes, abriu mão de uma candidatura própria e preferiu integrar a coligação do presidente Lula. Em sentido oposto, o Solidariedade e o Pros, que faziam parte do grupo de aliados do PT, fundiram-se em 2023. Posteriormente, o Solidariedade formou uma federação com o PRD, e ambos optaram pela neutralidade

O Novo, por sua vez, repetiu as estratégias de 2018 e 2022 e lançou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema ao Planalto, tendo o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice-presidente. A legenda busca, a partir de candidaturas próprias, ampliar a visibilidade de seus candidatos por meio da participação nos debates nacionais.

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