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Ramagem se pronuncia sobre foto em piscina com políticos e alvo da PF

Ex-deputado afirma que encontro de 2023 reuniu familiares dos participantes e defende atuação profissional do advogado Willer Tomaz. Foto foi encontrada no celular do senador Weverton Rocha pela PF.

10/8/2026
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O ex-deputado cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ) afirmou que a foto em que aparece ao lado de parlamentares e do advogado Willer Tomaz, alvo de buscas em investigação relacionada às fraudes no INSS, foi registrada durante um encontro privado com a presença de familiares dos participantes.

A imagem, revelada pela revista piauí, foi encontrada pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA). O registro é de abril de 2023 e foi feito em uma propriedade de Willer, em Planaltina, no Distrito Federal.

Além de Ramagem e Weverton, aparecem na foto, entre outros congressistas, Arthur Lira (PP-AL), Juscelino Filho (PSDB-MA), Elmar Nascimento (União-BA), Paulo Azi (União-BA), Angelo Coronel (Republicanos-BA), Diego Coronel (Republicanos-BA) e Efraim Filho (PL-PB). Os políticos aparecem dentro e ao redor de uma piscina na propriedade do advogado.

Ramagem se manifestou a respeito de foto nas redes sociais.Reprodução/Revista piauí

Em manifestação publicada nas redes sociais, Ramagem disse que o evento contou com "esposas e filhos" dos participantes e defendeu a atuação profissional de Willer. Segundo ele, o escritório do advogado representa parlamentares de diferentes campos políticos, além de empresas brasileiras e estrangeiras.

Ramagem também afirmou defender investigações conduzidas com "rigor técnico" e "imparcialidade" e disse que continuará contestando situações que considere equivocadas.

Willer foi alvo de buscas na nova fase da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao esquema de descontos fraudulentos em benefícios do INSS. A fotografia integra o material analisado pelos investigadores.

Veja abaixo a manifestação de Ramagem:

Ramagem se manifestou a respeito de foto nas redes sociais.Reprodução/redes sociais

Condenação

O ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, em regime fechado, no processo sobre a trama golpista. Ele deixou o Brasil de forma irregular em 2025, antes da conclusão do julgamento, teve passaportes e vistos cancelados e passou a integrar a lista de procurados pela Justiça brasileira, que formalizou um pedido de extradição aos Estados Unidos.

Em 13 de abril de 2026, foi preso em Orlando, na Flórida, pelo serviço de imigração norte-americano (ICE) por situação migratória irregular, mas acabou solto cerca de dois dias depois. Desde então, aguarda em liberdade condicional a análise de um pedido de asilo político, enquanto o governo brasileiro busca sua deportação ou extradição.

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