O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim, apontado na decisão judicial como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens que levantaram suspeitas sobre o uso de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino e por seus familiares no Maranhão.
Segundo a assessoria do Supremo, a medida foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A realização da busca foi confirmada também pelo advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite. De acordo com a defesa, o mandado cumprido nesta terça-feira (11) teria como fundamento informações obtidas após a quebra de sigilo do jornalista Luís Pablo, que também foi alvo de uma operação em março.
O advogado afirmou que a medida identificou Cutrim como fonte das informações utilizadas pelo jornalista. "Raimundo Cutrim é visto pelos autores dos mandados de busca e apreensão como FONTE JORNALÍSTICA do jornalista Luís Pablo", afirmou a defesa em nota.
A defesa sustenta ainda que não teve acesso aos processos relacionados às operações e associa as medidas às reportagens de Luís Pablo sobre suposto uso irregular de veículos vinculados ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) pela família de Flávio Dino.
Reportagem
Delegado aposentado da Polícia Federal, Cutrim já exerceu os cargos de deputado estadual e secretário de Segurança Pública do Maranhão. Ele também integrou o governo de Carlos Brandão, adversário de Dino no Estado.
Segundo informações do STF, Cutrim colaborou com informações para reportagens que abordavam supostas irregularidades relacionadas ao uso de veículos oficiais no Maranhão. O jornalista Luís Pablo, autor das reportagens, havia sido alvo de busca e apreensão em março depois de publicar conteúdos sobre Flávio Dino.