Notícias

Flávio Bolsonaro serve churrasco a jornalistas e defende sigilo de fontes

Pré-candidato afirmou que busca e apreensão contra fonte, autorizada por Moraes, coloca em risco a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte.

11/8/2026
Publicidade
Expandir publicidade

Pré-candidato à presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta terça-feira (11) a busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre suposto uso irregular de veículos oficiais envolvendo o ministro do STF Flávio Dino.

Ao comentar a decisão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, Flávio prestou solidariedade aos jornalistas e afirmou que o episódio coloca em risco a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte. A declaração ocorreu enquanto ele servia churrasco e refrigerante aos profissionais de imprensa.

"O Alexandre de Moraes acabou de determinar a busca e a apreensão na fonte de um jornalista no Maranhão. Talvez vocês não tenham sabido ainda, mas a minha solidariedade, porque o sigilo da fonte é sagrado", afirmou o senador.

Flávio também pediu uma reação conjunta de profissionais e veículos de comunicação diante do episódio. Segundo ele, jornalistas deveriam cobrar dos demais ministros do Supremo um posicionamento sobre o caso.

"Eu acho que tem que haver um momento de unidade da própria imprensa contra esse tipo aí de abuso, de ilegalidade, de arbitrariedade."

A busca contra Cutrim foi solicitada pela Polícia Federal (PF), recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e posteriormente foi posteriormente autorizada por Moraes, segundo informações da assessoria do STF.

Flávio concentrou suas críticas nas consequências que, em sua avaliação, medidas dessa natureza podem produzir para o trabalho jornalístico. "Então, vejam o que está em jogo no país. Além de tudo, a própria liberdade e a própria liberdade de imprensa", afirmou.

O senador sustentou que a identificação e a realização de buscas contra uma pessoa apontada como fonte podem gerar insegurança para quem fornece informações aos jornalistas.

No caso do jornalista Luís Pablo, a defesa de Cutrim argumenta que informações obtidas após a quebra de sigilo do jornalista teriam levado à identificação do ex-secretário como fonte.

"Em nada justifica um ministro do Supremo determinar a busca e a apreensão numa fonte de um jornalista que fazia matérias denunciando mau uso por parte do aparato, equipamentos públicos ali por parte do ministro Flávio Dino", disse o senador.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos