O partido Missão acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (14) para pedir a apuração da inclusão irregular do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em seus quadros partidários.
Em notícia-crime assinada pelo presidente da legenda e candidato à Presidência, Renan Santos, o partido sustenta que informações falsas foram inseridas no sistema de filiação e aponta, em tese, a prática dos crimes de falsidade ideológica e modificação dolosa de dados.
Após apresentar a medida, Renan afirmou que entregou registros e documentos para auxiliar as autoridades e cobrou esclarecimentos sobre as circunstâncias do episódio.
A iniciativa representa mais um capítulo da controvérsia iniciada após Flávio aparecer no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão, apesar de integrar o PL. A alteração chegou a criar obstáculos ao registro de sua candidatura presidencial.
Em vídeo divulgado após a apresentação da notícia-crime, Renan adotou um tom duro e disse que pretende colaborar com a investigação.
"Eu avisei que ia dar ruim e vai dar ruim pra todos os envolvidos nessa maracutaia. Nós, do Partido Missão, eu mesmo, entramos com uma representação no TSE contra todos os envolvidos na maracutaia."
Segundo ele, a legenda disponibilizou informações que podem ajudar a identificar quem realizou a operação no sistema. "A representação tá mandando investigar todo mundo, nós estamos mandando todos os logs, toda a documentação necessária pra auxiliar não só o tribunal, mas a Polícia Federal, quem for nessa história", declarou.
A legenda acusa o senador de "desídia" e "omissão" diante dessas comunicações. Flávio, por sua vez, afirmou em transmissão a apoiadores que os avisos foram recebidos, mas que sua equipe acreditou inicialmente que as mensagens fossem spam.
Renan Santos encerrou a declaração com convite a Flávio para um confronto público na televisão sobre o episódio da inclusão irregular do nome do parlamentar nos quadros do Missão.
"Qualquer veículo, pode colocar o Flávio em uma tela, eu em outra, e aí a gente mostra prova por prova. O que não dá é para ficar fazendo política de moleque, brincadeira de vagabundo, enquanto o Brasil precisa discutir coisa séria. E aí na hora de ir no debate pra discutir coisa séria, foge."