A menos de dois meses da eleição presidencial, 78% dos eleitores que já escolheram um candidato dizem que sua decisão está tomada e não deve mais mudar até outubro, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17). Outros 20% admitem trocar de candidato, e 2% não souberam ou não responderam. É o maior nível de certeza registrado pela série: eram 74% na rodada de 10 de agosto e 69% em 30 de março.
A pesquisa ouviu 2.003 eleitores entre 14 e 16 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026.
Eleitores de Lula e Flávio são os mais fiéis
Entre os eleitores de Lula, 86% dizem que não mudarão mais o voto. Entre os de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 82%. A certeza é menor entre os demais candidatos: 51% entre os eleitores de Renan Santos, 49% entre os de Romeu Zema e 45% entre os de Ronaldo Caiado.
O grau de definição também aumenta entre os grupos mais polarizados. Entre os "bolsonaristas convictos", 88% afirmam que não mudarão de escolha; entre os "lulistas convictos", são 87%. O índice cai para 58% entre os não polarizados.
Na classificação da Nexus, bolsonaristas convictos representam 29% do eleitorado, lulistas convictos, 25%, e não polarizados, 20%.
Governo tem leve melhora na avaliação
A avaliação ótima ou boa do governo Lula permanece em 34%, enquanto a parcela que considera a gestão ruim ou péssima recuou de 44% para 42%. A avaliação regular passou de 21% para 23%.
Na pergunta sobre aprovação, 47% aprovam o trabalho do presidente e 48% desaprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam.
A avaliação do governo está fortemente associada ao voto: 91% dos que consideram a gestão ótima ou boa declaram voto em Lula, enquanto 73% dos que a avaliam como ruim ou péssima escolhem Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Melhora expectativa com a economia
A percepção sobre a economia continua negativa: 53% a consideram ruim ou péssima, 28% regular e 17% ótima ou boa.
Por outro lado, melhorou a expectativa para os próximos seis meses. A parcela que acredita em melhora passou de 33% para 36%, enquanto a que prevê piora caiu de 31% para 28%.
A situação financeira pessoal é vista de forma menos negativa: 32% a consideram ótima ou boa, 49% regular e 18% ruim ou péssima.
Saúde pública e segurança pública aparecem empatadas entre os principais problemas do país, com 32% das citações cada. Na rodada anterior, saúde tinha 29% e segurança, 35%.
Corrupção aparece em seguida, com 20%, e educação, com 19%. A classe política é citada por 14%, e inflação, custo de vida e preços altos, por 10%.