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Lula aceita convite de Erdogan para participar na COP31 na Turquia

Presidentes também discutiram cooperação econômica, indústria de defesa e os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio.

24/8/2026
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O presidente Lula conversou por telefone nesta segunda-feira (24) com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e confirmou que participará da COP31, que será realizada na cidade turca de Antalya. O convite para a presença do brasileiro na Conferência do Clima foi formalizado durante a ligação.

O encontro mundial dos países signatários do Acordo de Paris está marcado para os dias 9 a 20 de novembro deste ano, semanas após o segundo turno das eleições no Brasil. Será a terceira Conferência do Clima com a presença mútua de Lula e Erdogan, que também compareceram à COP28, nos Emirados Árabes Unidos, e à COP29, no Azerbaijão.

Governos brasileiro e turco criarão conselho para aprofundamento das relações bilaterais.Eduardo Anizelli/Folhapress

Agendas bilaterais

A conversa tratou ainda das relações entre Brasil e Turquia, com ênfase em iniciativas de integração econômica e na indústria de defesa. "O presidente Erdogan afirmou acreditar que os dois países poderiam implementar um modelo de cooperação econômica capaz de ampliar a prosperidade de seus povos diante de tendências protecionistas", informou em nota o governo turco.

Os governos acertaram ainda o envio de uma comitiva brasileira a Ankara, formada por representantes dos ministérios da Defesa e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, para iniciar a implementação do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa entre Brasil e Turquia, já ratificado pelos parlamentos das duas nações.

Lula e Erdogan também decidiram criar um conselho comandado pelos respectivos vice-presidentes para elaborar um roteiro destinado ao aprofundamento das relações bilaterais.

Durante a ligação, Erdogan elogiou a condução da política externa brasileira, que, segundo ele, "contribui para a paz mundial" ao "priorizar a paz em assuntos regionais e globais". De acordo com o Planalto, os presidentes "lamentaram a persistência de conflitos ao redor do mundo e enfatizaram a importância de intensificar o diálogo para encontrar caminhos para a paz na Ucrânia e no Oriente Médio".

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