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Quem é Osmarzinho, ex-prefeito que viralizou por jingle de 2016

Político comandou Cocal dos Alves por oito anos e está fora das eleições de 2026; música com acusações contra ele e familiares voltou a circular nas redes.

26/8/2026
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Osmar de Sousa Vieira, conhecido como Osmarzinho, governou uma pequena cidade do interior do Piauí por oito anos e está fora das urnas em 2026.

Ainda assim, o ex-prefeito de Cocal dos Alves virou um dos personagens inesperados da atual campanha eleitoral depois que um jingle criado contra ele em 2016 voltou a viralizar nas redes sociais.

A música, em ritmo de forró e axé, apresenta uma sequência de perguntas e respostas com acusações contra Osmarzinho e integrantes de sua família.

O áudio, que tem dez anos, ganhou nova circulação em vídeos e memes e reacendeu a curiosidade sobre a trajetória política do ex-prefeito e sobre a origem das acusações apresentadas na música.

O sucesso repentino também provocou uma reação de Osmarzinho. O ex-prefeito acionou a Justiça e conseguiu uma decisão para que publicações com o áudio e as acusações sejam retiradas de plataformas como Instagram e TikTok.

Quem é Osmarzinho

Osmarzinho, de 57 anos, é comerciante e foi prefeito de Cocal dos Alves, município piauiense com pouco mais de 6 mil habitantes. Ele comandou a cidade entre 2017 e 2024, depois de vencer duas eleições consecutivas.

Foi justamente na primeira disputa pela prefeitura, em 2016, que surgiu o jingle que agora circula pelo país. Osmar concorria contra Ivan (PDT), e carros de som, conhecidos como paredões, reproduziam a música pelas ruas do município.

A ofensiva não impediu a vitória. Osmarzinho recebeu 51,73% dos votos válidos, contra 48,27% de Ivan. A diferença entre os dois foi de apenas 151 votos.

Em 2020, Osmar conquistou a reeleição e permaneceu no comando da prefeitura até o fim de 2024.

Embora o ex-prefeito não concorra neste ano, a família continua presente na política.

O sobrinho Wodson Vieira (PT) venceu a eleição para prefeito de Cocal dos Alves em 2024 com 70,10% dos votos válidos e atualmente administra o município.

Já o irmão de Osmar, o deputado estadual Rubens Vieira (PT), disputa a reeleição à Assembleia Legislativa do Piauí em 2026.

O jingle que voltou dez anos depois

A música que voltou a viralizar nas redes adota o formato de perguntas e respostas para fazer acusações contra Osmarzinho e integrantes de sua família.

Entre as alegações citadas na letra estão um suposto desvio de R$ 19 milhões da educação, envolvimento em uma morte e em um atropelamento, problemas com a Polícia Federal, posse de armas por um familiar, dívidas pessoais e obras que não teriam sido realizadas.

Um dos trechos que ganharam repercussão pergunta: "Quem pega dinheiro emprestado com o tio e não paga?". Na sequência, a própria música atribui a acusação a Osmarzinho.

Em outro momento, o jingle questiona quem teria desviado recursos da educação e aponta integrantes da família do então candidato.

Não há comprovação de que as acusações apresentadas na música sejam verdadeiras. O jingle foi produzido no contexto da eleição municipal de 2016 e voltou a circular dez anos depois, impulsionado por vídeos e memes nas redes sociais.

MPF investiga gestão de Osmar na educação

Separadamente das acusações feitas no jingle de 2016, a gestão de Osmar Vieira é alvo de uma investigação mais recente relacionada à educação.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, em 14 de novembro de 2025, um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na inclusão de dados de matrículas da rede municipal nos sistemas do Inep e do Ministério da Educação.

A investigação se refere a informações de 2023, quando Osmar estava à frente da prefeitura.

Segundo a apuração, há indícios de que o número de estudantes matriculados em tempo integral possa ter sido aumentado artificialmente.

Como esses dados influenciam a distribuição de recursos, a alteração teria provocado uma elevação nos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) ao município.

O inquérito ainda apura os fatos e não representa comprovação de irregularidade por parte do ex-prefeito.

O caso também não comprova a acusação de desvio de R$ 19 milhões feita no jingle dez anos atrás.

Justiça determina retirada de publicações

Enquanto a música ganha novas versões, Osmarzinho tenta conter a circulação do áudio original.

A juíza Elvanice Pereira de Sousa Frota Gomes, da 4ª Vara Cível da Comarca de Teresina, determinou que a Meta, responsável por Facebook e Instagram, e a ByteDance Brasil, dona do TikTok, tornem indisponíveis as publicações indicadas pelo ex-prefeito no processo.

A decisão estabeleceu prazo de 24 horas a partir da intimação e também determinou que seja impedida a reutilização do áudio.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil.

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