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Romário devolve R$ 29 mil após trabalhar como comentarista na Copa

Senador havia prometido restituir remuneração recebida durante período em que trabalhou como comentarista da CazéTV no Mundial.

26/8/2026
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O senador Romário (RJ) devolveu aos cofres públicos R$ 29.048,49, valor equivalente a um mês de seu subsídio líquido. A restituição foi feita nesta terça-feira (25), por meio de uma Guia de Recolhimento da União (GRU), segundo informou a assessoria do parlamentar.

O valor foi calculado pelo Senado Federal e considera apenas os descontos compulsórios da contribuição previdenciária, o PSSC, e do Imposto de Renda.

Segundo a equipe de Romário, a quantia é superior ao valor correspondente apenas aos dias em que ele esteve na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, atuando como comentarista da CazéTV.

A devolução foi feita por iniciativa do senador. A Advocacia do Senado havia concluído que não havia possibilidade jurídica de renúncia ao subsídio nem de interrupção de seu pagamento, já que Romário permaneceu no exercício do mandato.

O parlamentar continuou participando das atividades legislativas, sem registro de faltas, e acompanhou sessões e votações de forma remota.

Em nota, Romário afirmou que a devolução cumpre o compromisso assumido antes da viagem.

"Eu disse desde o início que devolveria esse valor e estou cumprindo o que prometi. Continuei trabalhando como senador, participei das sessões e das votações, não tive faltas e, por isso, o próprio Senado entendeu que eu tinha direito ao salário. Mesmo assim, fiz questão de devolver. Compromisso assumido é compromisso cumprido."

Senado concluiu que Romário tinha direito ao salário por permanecer no exercício do mandato.Carlos Moura/Agência Senado

Romário havia prometido devolver o salário

Em 30 de junho, durante participação remota em sessão do Senado, Romário já havia anunciado que devolveria aos cofres públicos a remuneração recebida durante o período em que acompanhasse a Copa.

Na ocasião, o senador respondeu a questionamentos sobre sua permanência no mandato enquanto participava da cobertura do Mundial.

Ele afirmou que havia enviado um ofício à Presidência do Senado comunicando que abriria mão voluntariamente do pagamento.

"Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa e o que for pago será devolvido aos cofres públicos. Que isso fique bem claro", disse à época.

Romário também explicou que optou por não pedir licença porque queria manter o direito de participar das votações do Senado. Entre as propostas citadas por ele estava a que trata do fim da escala de trabalho 6x1.

O senador argumentou que o sistema de participação remota permitia que continuasse exercendo o mandato mesmo nos Estados Unidos.

"A tecnologia moderna permite que eu me conecte por vídeo, como estou fazendo agora, e dê o meu voto. Os compromissos e as posições políticas são o que realmente importa, e não onde cada um esteja fisicamente."

A viagem foi comunicada ao Senado como deslocamento particular, sem custos para a Casa.

Como Romário não solicitou licença, permaneceu formalmente no exercício do mandato durante o torneio e pôde registrar presença e participar de votações remotas.

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