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Flávio Bolsonaro apoia Eduardo Cunha e exalta impeachment de Dilma

Ex-presidente da Câmara tenta voltar ao Congresso por Minas Gerais dez anos após ter o mandato cassado.

27/8/2026
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) gravou um vídeo em apoio à candidatura do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos) a deputado federal por Minas Gerais. Na gravação, Flávio destacou o papel de Cunha no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Ao apresentar o aliado, Flávio afirmou que Cunha teve "um papel importante na história do nosso Brasil" e atribuiu a ele participação decisiva na queda da petista.

"Foi aquele que abriu os olhos da população brasileira e derrubou a Dilma, talvez a pior presidente que esse país tenha tido na sua história."

Cunha agradeceu o apoio e declarou que também trabalha pela candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto. O ex-presidente da Câmara ressaltou, porém, que a posição é pessoal, já que o Republicanos optou pela neutralidade na eleição presidencial.

"Eu estou apoiando o Flávio Bolsonaro. Meu partido Republicanos está neutro, mas eu estou apoiando o Flávio Bolsonaro em Minas Gerais e no Brasil."

Ao final, o vídeo recupera uma declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a votação do impeachment de Dilma na Câmara, em abril de 2016. Na ocasião, então deputado federal, Bolsonaro elogiou Cunha pela condução da sessão.

"Tem um nome que entrará para a história nessa data, pela forma como conduziu os trabalhos nessa Casa. Parabéns, presidente Eduardo Cunha."

Cunha comandou Câmara durante impeachment

Eduardo Cunha presidia a Câmara quando aceitou, em dezembro de 2015, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff.

Em abril de 2016, também comandou a sessão em que os deputados autorizaram, por 367 votos a 137, o prosseguimento do processo no Senado.

Dilma teve o mandato cassado definitivamente pelo Senado em 31 de agosto daquele ano.

Poucos dias depois, em 12 de setembro de 2016, o próprio Cunha perdeu o mandato de deputado federal.

O plenário da Câmara aprovou sua cassação por 450 votos a 10, após processo por quebra de decoro parlamentar relacionado à declaração de que não mantinha contas no exterior.

Cunha foi preso no mês seguinte no âmbito da Operação Lava Jato. Decisões judiciais relacionadas aos processos contra o ex-deputado foram posteriormente anuladas.

Nas eleições de 2022, ele tentou retornar à Câmara como candidato a deputado federal por São Paulo, mas não foi eleito.

Ex-presidente da Câmara tenta voltar

Em 2026, Cunha transferiu seu domicílio eleitoral para Minas Gerais e lançou candidatura à Câmara pelo Republicanos.

O ex-deputado busca voltar ao Congresso dez anos depois de ter o mandato cassado. Seu pedido de registro de candidatura é alvo de questionamento na Justiça Eleitoral.

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