Uma atividade de campanha na Universidade de Brasília (UnB) terminou em confusão na quarta-feira (26), depois que o candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo-DF) levou uma "dedada" e reagiu com chutes e empurrões a um estudante.
Segundo o relato sobre o episódio, um jovem colocou o dedo entre as nádegas do candidato. Wilker Leão é conhecido na universidade por gravar aulas sem consentimento. Em setembro de 2025, o candidato foi expulso e proibido de se matricular por cinco anos.
Veja o momento do tumulto:
As gravações eram disponibilizadas em seu canal no YouTube, onde acusava professores de "doutrinar" os estudantes. Além disso, o processo administrativo que resultou na expulsão também cita humilhação a colegas e impedimento à continuidade das atividades acadêmicas.
Em agosto de 2025, foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) por calúnia e difamação, após publicar em suas redes sociais vídeos do professor Estevam Thompson.
Não é a primeira vez que um ato político organizado por Wilker Leão vira confronto físico. Em mais de uma ocasião, o portão de acesso ao principal prédio da instituição foi fechado para dispersar a confusão.
Importunação sexual
Em nota, o diretório do partido Novo no Distrito Federal repudiou a conduta sofrida por Wilker e informou que sua assessoria jurídica adotará medidas legais. A sigla atribui a agressão praticada pelo candidato ao ato.
"Durante atividade de campanha realizada na Universidade de Brasília (UnB), um candidato do NOVO-DF foi vítima de um ato de natureza sexual não consentido, situação que teria desencadeado uma reação física por parte do candidato."
Apesar da justificativa, o partido reitera que não compactua com violência e que episódios como este devem ser tratados com seriedade. "O NOVO-DF não compactua com qualquer forma de violência e entende que eventuais responsabilidades individuais devem ser devidamente apuradas pelas autoridades competentes", destacou.
O Novo reiterou ainda que, caso haja investigação, é necessário que sejam assegurados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.