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Kim diz que Renan Santos foi ameaçado e pode morrer se perder eleição

Deputado afirma que presidenciável está protegido pela PF durante a campanha e diz que derrota nas urnas colocaria sua vida em risco.

1/9/2026
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O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que o candidato do partido à Presidência da República, Renan Santos, recebeu uma ameaça atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e que teria "chance altíssima" de morrer caso seja derrotado nas eleições deste ano.

A declaração foi feita durante um discurso a apoiadores, no qual Kim cobrou maior envolvimento dos integrantes da sigla na campanha. Segundo o deputado, Renan teria sido avisado para não entrar em uma favela sob risco de ser morto, mas decidiu ir ao local mesmo assim.

"Eu não vim pedir o voto de nenhum de vocês. Se algum de vocês só tem o voto a me entregar ou entregar ao partido, pode sair agora da sala. Eu quero o sacrifício de vocês. Eu quero que vocês deem o sangue", declarou.

Na sequência, Kim mencionou o episódio envolvendo Renan.

"No último final de semana, o Renan subiu numa favela e avisou que ia fazer campanha depois de ter recebido um salve do PCC que não era para subir, senão ele ia morrer."

O deputado afirmou ainda que a segurança oferecida pela Polícia Federal durante o período eleitoral seria o que impediria uma eventual ação contra o presidenciável.

"Ele só não morre agora, durante a campanha, porque ele tem a segurança da Polícia Federal. Se o Renan perder a eleição, a chance dele morrer é altíssima."

Kim concluiu dizendo que, diante da situação, o partido não poderia admitir uma derrota nas urnas. "A gente não tem a opção de perder a eleição. Não é brincadeira o que a gente está falando", afirmou.

A alegação de que houve uma ameaça específica do PCC para que Renan não entrasse na comunidade foi feita por Kim. Até o momento, não há confirmação pública independente sobre esse episódio.

Campanha já relatou outras ameaças

Não é a primeira vez que Renan Santos e integrantes do Missão relatam ameaças de morte durante a disputa presidencial.

Em julho, quando o partido oficializou a candidatura, Renan afirmou ter recebido ameaças atribuídas ao PCC, em São Paulo, ao Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, e a facções criminosas do Ceará.

A convenção partidária chegou a ser antecipada para coincidir com o início da proteção oferecida pela Polícia Federal aos candidatos à Presidência.

Em agosto, o presidenciável também denunciou à PF outra suposta ameaça de morte, desta vez feita pela internet por um homem que teria se identificado como estudante da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo a campanha, as mensagens diziam que o autor vinha monitorando Renan e ameaçava matá-lo caso ele participasse de um evento na Faculdade de Direito da universidade.

Renan também iniciou a campanha eleitoral usando um colete à prova de balas. Na ocasião, afirmou que o equipamento estava relacionado às ameaças recebidas e não seria apenas um recurso para produzir conteúdo nas redes sociais.

Kim Kataguiri integra o Missão desde 2026 e é atualmente o representante da legenda na Câmara dos Deputados.

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