O presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil não aceitará interferência estrangeira nas eleições de 2026 e disse que os Estados Unidos serão "derrotados" caso tentem influenciar o processo eleitoral brasileiro.
Em discurso durante evento eleitoral no Piauí na noite de quarta-feira (9), Lula declarou que o país não quer ser "refém" de chineses, americanos ou franceses, mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que "caráter e dignidade" não estão à venda.
"Que não venha os americanos querer influir nas nossas eleições. Se eles vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los, vai derrotar os americanos e vai derrotar quem se meter."
Lula se dirigiu a Trump ao dizer que ele deveria "se meter com o país dele". Para o presidente, governos estrangeiros não devem participar das decisões políticas internas do Brasil nem tentar influenciar a escolha feita pelos eleitores.
Antes de direcionar o recado aos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil precisa manter independência diante das grandes potências. "Porque a gente não quer ser refém de chineses, não quer ser refém de americanos, não quer ser refém de franceses", declarou.
Ao citar os três países, Lula defendeu que o Brasil tome suas próprias decisões e não fique subordinado a interesses externos. O presidente então fez referência aos brasileiros e ao Piauí: "A gente quer ser refém de piauiense, a gente quer ser refém de brasileiros".