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Cinco projetos têm fim do prazo para sanção nesta semana; veja quais

Presidente tem até sexta-feira para sancionar ou vetar propostas sobre saúde, educação, psicopedagogia, combustíveis e empresas juniores.

21/9/2026
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Cinco projetos aprovados pelo Congresso Nacional chegam nesta semana ao fim do prazo para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira data-limite é esta quarta-feira (23).

As demais se distribuem entre quinta (24) e sexta-feira (25).

Lula pode sancionar integralmente cada proposta, vetar todo o texto ou barrar apenas alguns dispositivos. Se o presidente não se manifestar dentro do prazo constitucional de 15 dias úteis, o projeto é considerado sancionado tacitamente.

A contagem começa quando a Presidência da República recebe o texto aprovado pelo Congresso.

Em caso de veto, a decisão precisa ser justificada e comunicada ao presidente do Senado em até 48 horas. Depois, deputados e senadores podem manter ou derrubar os trechos vetados.

Ausência de manifestação dentro do prazo resulta na sanção tácita dos projetos.Arte Congresso em Foco gerada por IA

Primeiro prazo vence na quarta-feira

A primeira decisão deve ser tomada até quarta-feira, dia 23.

O projeto de lei 4.412/2021, do senador Jayme Campos (União-MT), foi recebido pela Presidência em 2 de setembro.

A proposta institui a Semana Nacional da Empresa Júnior, a ser realizada anualmente na semana que incluir o dia 6 de abril.

A programação poderá reunir palestras, debates, seminários e outras ações de incentivo ao empreendedorismo entre estudantes universitários.

Na quinta-feira (24), termina o prazo do projeto de lei 1.675/2023, apresentado pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e encaminhado ao Palácio do Planalto em 3 de setembro.

O texto disciplina o exercício da psicopedagogia e define quem poderá atuar na área.

O projeto contempla graduados em psicopedagogia e profissionais formados em psicologia, pedagogia, licenciatura ou fonoaudiologia que tenham especialização de, no mínimo, 600 horas. Também preserva a atuação de quem já exerce a atividade.

Três decisões devem ser tomadas até sexta-feira

Outros três projetos foram recebidos pela Presidência em 4 de setembro. O prazo para sanção ou veto termina na sexta-feira, dia 25.

Um deles é o projeto de lei 6.231/2019, do deputado Sergio Souza (MDB-PR). A proposta prorroga até 2031 a possibilidade de empresas deduzirem do Imposto de Renda doações e patrocínios destinados a projetos de prevenção e combate ao câncer e de atenção à saúde de pessoas com deficiência.

Os recursos são destinados ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e ao Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

Também aguarda decisão o projeto de lei 4.952/2026, enviado pelo próprio Poder Executivo. A proposta transforma os Centros Federais de Educação Tecnológica de Minas Gerais e do Rio de Janeiro em universidades federais.

As instituições passarão a se chamar Universidade Federal de Ciência e Inovação de Minas Gerais e Universidade Federal de Ciência e Inovação do Rio de Janeiro. O texto preserva a oferta de cursos técnicos de nível médio.

O terceiro prazo de sexta-feira envolve o projeto de lei 1.482/2019, do deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ). O projeto aumenta as penas para furto e roubo de petróleo, gás natural, biocombustíveis, óleos lubrificantes e outros combustíveis.

A proposta prevê pena de quatro a dez anos de prisão para o furto desses produtos, além de multa. A punição poderá ser ampliada se o crime provocar consequências como desabastecimento, incêndio, poluição, lesão corporal grave ou morte.

O que acontece após o prazo

A sanção transforma o projeto em lei. Se for expressa, o presidente assina o texto dentro dos 15 dias úteis. Se não houver decisão nesse período, ocorre a sanção tácita.

Mesmo nessa hipótese, a lei ainda precisa ser promulgada e publicada para entrar em vigor.

O presidente terá 48 horas para fazer a promulgação. Caso não o faça, a responsabilidade passa ao presidente do Senado e, posteriormente, ao vice-presidente da Casa.

Se Lula optar pelo veto, caberá ao Congresso dar a palavra final. Deputados e senadores poderão manter ou rejeitar a decisão presidencial em sessão conjunta.

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