Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão neste domingo (4) para o mandato de 2027 a 2030. Com 97,80% das urnas apuradas e o resultado matematicamente definido, o candidato recebeu 54,16% dos votos válidos, segundo a Justiça Eleitoral.
Orleans Brandão (MDB) ficou em segundo lugar, com 34,63%, seguido por Felipe Camarão, que obteve 9,59%.
Entre os principais concorrentes ao Palácio dos Leões estavam o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), o ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) e o vice-governador Felipe Camarão (PT).
A eleição ocorreu em meio à divisão de antigos aliados no Estado.
O governador Carlos Brandão (MDB) apoiou o sobrinho Orleans para sucedê-lo, enquanto Camarão disputou o cargo pelo PT, com apoio do presidente Lula e ligado ao grupo do ex-governador Flávio Dino.
Braide liderou as pesquisas de intenção de voto na reta final da campanha, seguido por Orleans e Camarão.
Embate
Eduardo Braide chegou à eleição estadual depois de dois mandatos consecutivos à frente da Prefeitura de São Luís. Formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), iniciou a trajetória eleitoral como deputado estadual, cargo para o qual foi eleito em 2010 e reeleito em 2014. Em 2018, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados e, dois anos depois, deixou o mandato para assumir a prefeitura da capital.
Braide foi reeleito prefeito em 2024 ainda no primeiro turno, com 70,12% dos votos válidos. Na disputa pelo governo, enfrentou o desafio de ampliar para todo o Estado uma base eleitoral construída principalmente em São Luís.
Orleans Brandão entrou na corrida após comandar a Secretaria de Assuntos Municipalistas do governo estadual e contou com o apoio do governador Carlos Brandão. Sua candidatura representou a tentativa do atual grupo do Palácio dos Leões de manter o comando do Executivo a partir de 2027.
Felipe Camarão, por sua vez, chegou à eleição como vice-governador. Antes disso, ocupou cargos no Executivo maranhense, entre eles o de secretário estadual de Educação. Na campanha de 2026, tornou-se o candidato do PT ao governo em meio ao rompimento entre o grupo de Flávio Dino e Carlos Brandão.
Segundo turno
Nos casos em que nenhum candidato alcançou mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, a disputa seguirá para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nessa etapa, os dois candidatos mais votados permanecem na corrida, e será eleito governador aquele que obtiver a maioria dos votos válidos, desconsiderados os votos em branco e nulos.
Mesmo quem não tiver votado no primeiro turno poderá comparecer normalmente ao segundo, já que cada turno é considerado uma votação independente pela Justiça Eleitoral.