A eleição de 2026 registrou 114,06 milhões de votos válidos para a Câmara dos Deputados, cerca de 4,9 milhões a mais que em 2022 e o maior total da série de eleições gerais desde 2002. O crescimento foi de 4,47% em quatro anos, bem acima da expansão de cerca de 1,3% do eleitorado apto a escolher deputados no mesmo período.
O recorde ocorreu numa eleição em que o PL elegeu 121 deputados federais e garantiu a maior bancada da próxima legislatura. Desde 1986 uma legenda não elegia tantos parlamentares na Câmara. O partido ocupará 23,6% das 513 cadeiras — quase uma em cada quatro.
Também caiu a parcela de votos brancos e nulos. Foram 6,45 milhões de votos em branco e 4,26 milhões de nulos, equivalentes a 8,58% dos votos registrados para deputado federal, menor percentual desde 2006. Em 2018, o índice havia chegado a 16,1%; em 2022, estava em 10,5%.
O número de votos válidos para a Câmara cresceu em cinco das sete eleições gerais realizadas desde 2002.
Entre 2002 e 2026, o total passou de cerca de 87,5 milhões para 114,06 milhões, aumento de 26,6 milhões, ou aproximadamente 30%.
O avanço recente não decorre apenas do crescimento do eleitorado. Entre 2022 e 2026, os votos válidos aumentaram 4,47%, enquanto o número de eleitores aptos a votar para deputado federal cresceu cerca de 1,3%.
Considerado o tamanho do eleitorado apto a escolher deputados, 72,3% deram voto válido para a Câmara em 2026. A proporção cresceu em relação a 2022, quando era de 70,1%, e a 2018, quando chegou ao menor nível da série, 67%. Ainda assim, permanece abaixo dos 75,9% registrados em 2002.
Dois deputados passaram dos 3 milhões de votos
A eleição também produziu as duas maiores votações individuais da história para a Câmara.
Nikolas Ferreira (PL-MG) foi o deputado federal mais votado do país, com 3.119.314 votos. Lucas Pavanato (PL-SP) ficou em segundo, com 3.038.438.
Os dois superaram o recorde anterior de votação nominal para deputado federal, de Eduardo Bolsonaro, que recebeu 1.843.735 votos em 2018. A terceira maior votação nacional foi de Erika Hilton (Psol-SP), com 1.596.472 votos.
Menos brancos e nulos
O percentual de brancos e nulos em 2026 ficou quase pela metade dos 16,1% registrados em 2018. Embora seja o menor desde 2006, ainda supera ligeiramente o patamar de 2002.
Considerada também a abstenção, cerca de 72,4% dos eleitores aptos deram voto válido para deputado federal em 2026. Entre os que compareceram às urnas, 91,42% dos votos para o cargo foram válidos.
Dos 114,06 milhões de votos válidos registrados neste ano, cerca de 3,43 milhões foram dados diretamente às legendas; os demais foram votos nominais em candidatos.