O presidente Lula (PT) brincou que não tem dinheiro para comprar um celular e que pegará um aparelho de Janja emprestado para participar do "Exército do Lula", no WhatsApp. A promessa é entrar no canal caso a comunidade alcance 5 milhões de inscritos.
A declaração foi feita em vídeo com o deputado federal André Janones (Rede-MG), administrador do canal, publicado nesta quinta-feira (15). Na gravação, o parlamentar relembra que havia prometido aos seguidores que Lula compraria um celular para participar diretamente da mobilização.
"Não, eu não vou comprar porque eu não tenho dinheiro, eu vou pegar um da Janja emprestado e vou entrar no canal."
Antes da resposta, Janones brincou que poderia acabar divulgando uma notícia falsa se Lula não cumprisse o combinado.
"Eu não distribuí nenhuma, mas eu corro o risco de distribuir, porque eu falei lá no último vídeo que eu fiz, que é esse aqui, que se o canal atingir 5 milhões de inscritos, ele ia comprar um celular e ele próprio ia entrar lá no canal e dar instruções [...] agora, se ele não fizer isso, aí sim, eu vou ter divulgado uma fake news."
O deputado fez referência às acusações da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre os conteúdos publicados na comunidade.
Na sequência, Janones pediu que Lula chamasse mais pessoas para a comunidade.
O presidente concordou e reforçou o convite: "e vou chamar mais gente pra entrar. Vamos entrar no Exército pra ser o maior exército do mundo".
Ao encerrar a gravação, o deputado orientou quem ainda não participa do canal a escrever "soldado" nos comentários para receber o link de acesso.
Histórico de decisões
O Exército do Lula foi alvo de uma sequência de decisões no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nunes Marques determinou a suspensão do canal enquanto um pedido semelhante já era analisado pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia solicitado esclarecimentos antes de decidir.
Na sequência, Cueva mandou reativar a comunidade, por considerar insuficientes as provas para o bloqueio integral. A campanha de Flávio Bolsonaro contestou a medida, e Nunes Marques determinou nova apuração com urgência.
Após novas restrições, a campanha de Lula registrou o canal como propaganda eleitoral. Nunes Marques autorizou a retomada, mas estabeleceu um prazo de 48 horas para o restabelecimento.
Na quarta-feira (14), o ministro dispensou a espera e determinou a retomada integral do funcionamento, incluindo novas publicações e a entrada de seguidores. O canal voltou ao ar naquela noite.