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Eleições
Congresso em Foco
13/10/2026 10:04
O canal "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), superou 4 milhões de seguidores no WhatsApp nesta segunda-feira (12), após uma disputa judicial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em vídeo, o parlamentar comemorou a marca e convocou apoiadores a ampliar a mobilização pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Janones, o canal ganhou 1 milhão de novos inscritos desde a tentativa de suspensão. O deputado classificou a medida como censura e afirmou que o episódio fortaleceu a iniciativa.
"Tentaram nos calar, tentaram nos censurar, tentaram relativizar a democracia no nosso país e o tiro saiu pela culatra. Acordaram o gigante."
Janones pede novos inscritos
Na gravação, o deputado chamou os seguidores de "soldados" e pediu que compartilhassem o vídeo e convidassem outras pessoas para o canal. Também orientou os interessados a escrever a palavra "soldado" nos comentários para receber o link de acesso ou entrar pelo endereço disponível em sua biografia nas redes sociais.
Janones afirmou que pretende alcançar novas marcas de inscritos e associou a mobilização digital aos atos de rua em apoio ao presidente.
"Agora vai ser 5 milhões, 10 milhões. Nós ocupamos a rua e agora estamos ocupando a internet e vamos reeleger Luiz Inácio Lula da Silva."
Suspensão foi revertida no TSE
No domingo (11), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ação apontava suposta divulgação coordenada de informações falsas contra o candidato.
Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o funcionamento do canal e encaminhou a controvérsia ao plenário. Para o corregedor, a suspensão integral havia sido determinada antes da conclusão das diligências para reunir as provas necessárias à análise do caso.
Na segunda-feira (12), um relatório da equipe técnica do TSE informou que não foram encontradas, nas publicações disponíveis entre 2 e 11 de outubro, reproduções das afirmações questionadas no processo. A análise registrou, porém, atuação coordenada para disseminar conteúdos e uso recorrente de linguagem polarizadora.
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