O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta segunda-feira (26) que pretende organizar a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após sua derrota no segundo turno das eleições presidenciais. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar informou que reunirá deputados e senadores eleitos para definir uma estratégia conjunta de atuação no Congresso Nacional durante o próximo mandato.
Flávio destacou o desempenho eleitoral dos partidos que apoiaram sua candidatura e reivindicou a formação de uma maioria parlamentar contrária ao governo. "A gente fez a maioria no Senado e na Câmara. Foi uma vitória que vocês deram para o Brasil."
O senador também antecipou o tom do enfrentamento político que pretende conduzir a partir de 2027. "Eu vou reunir os deputados, senadores eleitos, para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie, que já está desenhada para acontecer com mais quatro anos de Lula."
Segundo Flávio, sua candidatura foi "o último obstáculo para o PT implementar o seu projeto de destruição do país", declarou. Para ele, a continuidade do governo Lula prejudicará o ambiente de negócios e as condições econômicas do país. "A tendência é a economia ruir, a inflação explodir e o resto de liberdade de expressão que ainda nos resta ser encerrado nas redes sociais", declarou.
Nesse sentido, Flávio dirigiu uma convocação aos apoiadores para que mantenham a mobilização política após a derrota eleitoral. "Não vão me calar, não vão me intimidar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil, aconteça o que acontecer." Em nota, a assessoria do senador informa que sua coordenação parlamentar "promete fazer valer a voz de milhões de brasileiros que querem um país livre, seguro e próspero".
Permanência no país
No mesmo vídeo, Flávio Bolsonaro relatou ter tido seu passaporte apreendido pela Polícia Federal, após seu irmão Eduardo Bolsonaro ter sugerido uma saída do país caso perdesse as eleições. O senador reiterou que a possibilidade não faz parte de seus planos.
"Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar", disse.