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Congresso em Foco
26/10/2026 17:28
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou nesta segunda-feira (26) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar dinheiro público para comprar votos durante a campanha de reeleição e confirmou que pedirá a cassação da chapa vencedora do segundo turno das eleições presidenciais em resposta à prorrogação do horário de fechamento das urnas.
Flávio atribuiu ao governo federal o uso de recursos públicos para favorecer a candidatura de Lula. "O Lula injetou quase meio trilhão de reais de dinheiro público para fazer a maior compra de votos da história das eleições no Brasil."
O parlamentar também defendeu o fim da possibilidade de reeleição para presidente da República, uma das principais pautas da agenda política de seu programa de governo. "Essa é a maior prova que a reeleição tem que acabar. A disputa não deveria ser um vale-tudo por parte de quem quer se manter no poder, como fez o meu adversário", declarou.
Flávio criticou a atuação da campanha adversária nas redes sociais, acusando a criação de um "complexo industrial de fake news", responsável pela "difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira". Nesse sentido, alegou que Lula teria incorrido em "Um abuso do poder político e econômico sem precedentes".
O senador também questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar até as 19h o horário de votação no domingo (25). Flávio acusou o magistrado de interferir nas atribuições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e destacou sua antiga atuação como advogado de Lula. "O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender. Isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso", declarou.
Decisão de Zanin
O ministro Cristiano Zanin determinou no domingo (25) a prorrogação do horário de votação até as 19h, após a campanha de Lula recorrer ao STF contra a redução da oferta de transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. A coligação alegou que a insuficiência de ônibus prejudicava o deslocamento dos eleitores e contrariava a obrigação de garantir transporte coletivo gratuito no dia da eleição.
A decisão inicial determinava a extensão da votação em todo o território nacional, embora o horário regular de encerramento, às 17h, já tivesse sido alcançado. O TSE, que havia iniciado a divulgação dos resultados parciais, interrompeu a totalização dos votos para cumprir a determinação.
Posteriormente, Zanin esclareceu que a prorrogação valeria apenas para as seções eleitorais que ainda estavam abertas. As urnas fechadas às 17h permaneceram encerradas, com seus votos preservados para a apuração.
O ministro também ressaltou que ambas as candidaturas haviam relatado dificuldades no transporte de eleitores. A equipe de Flávio Bolsonaro solicitara ao TSE a ampliação do horário em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, após registros de chuvas, alagamentos e bloqueios de vias.
Com a definição das regras para o cumprimento da decisão, o TSE retomou a totalização e a divulgação dos resultados após as 19h. Após o pleito, o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, informou que a decisão criou dificuldades técnicas, mas que elas não comprometeram a integridade do resultado.
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