Pedro Longo, do MDB, foi eleito deputado federal pelo Acre com 26.263 votos, o equivalente a 5,68% dos votos válidos.
Ele ficou na 4ª posição entre os 8 deputados federais eleitos no Estado - e na 4ª posição entre os 86 candidatos de todas as legendas - e foi escolhido pelo quociente partidário (QP), ou seja, a vaga veio pela performance coletiva do partido, não pelo atingimento individual do quociente eleitoral.
O tamanho da votação
Os 26.263 votos de Pedro Longo ficaram abaixo do quociente eleitoral do Acre, fixado em 57.811 votos.
A votação individual representou menos da metade desse patamar, o que significa que a cadeira se sustentou pela soma dos votos do MDB no Estado.
Dentro do partido, Longo foi o candidato mais votado da legenda: reuniu 31,32% dos 83.859 votos que o MDB obteve no Acre, ocupando a 1ª posição entre os candidatos da agremiação.
Esse peso individual - cerca de um terço de todos os votos do partido - foi determinante para que a vaga fosse conquistada pela legenda.
A margem
Pedro Longo terminou com 12.531 votos acima de Júnior Betão (PL), o último deputado federal eleito no Acre, que somou 13.732 votos.
A diferença representa folga expressiva em relação ao limite da zona de eleição.
Por outro lado, a distância para o primeiro suplente de sua própria agremiação foi bem menor: Ney Amorim (MDB), com 22.775 votos, ficou a apenas 3.488 votos de Pedro Longo.
Esse contraste evidencia que a disputa mais acirrada para Longo foi dentro do próprio MDB, e não frente aos candidatos de outros partidos.
Onde teve os votos
Pedro Longo recebeu votos nas 22 cidades do Acre.
As cinco maiores fontes - Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Tarauacá e Feijó - responderam juntas por 69,26% de toda a sua votação.
A capital, Rio Branco, foi onde ele mais concentrou apoio em números absolutos: 9.043 votos, 34,43% de sua votação total e 4,49% dos votos válidos da cidade.
Em Cruzeiro do Sul, segundo maior município em votos para ele, foram 5.035 votos e 10,16% dos válidos locais - proporção mais que o dobro da registrada na capital.
O maior percentual de votos válidos em um único município foi em Rodrigues Alves: 16,30% dos válidos locais, com 1.600 votos, índice que coloca a cidade como a de maior penetração relativa para o candidato.
Pedro Longo não foi o mais votado em nenhuma das 22 cidades do Estado.
O partido no Estado
O MDB encerrou as eleições de 2026 no Acre com uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em 2022, o partido não elegeu nenhum deputado federal pelo Estado, o que representa um acréscimo de uma cadeira.
A legenda somou 83.859 votos e 18,13% dos votos válidos no Estado, além de 768 votos de legenda.
Pedro Longo, primeiro colocado dentro da bancada do MDB no Acre, foi o único nome da legenda a converter votos em mandato.
Quem é
Pedro Longo tem 64 anos na data da posse e grau de instrução superior completo.
A ocupação declarada ao TSE é a de advogado.