O deputado federal Tadeu Veneri (PT-PR) chamou de "patética" a fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e ironizou as alegações de perseguição política feitas pelo senador.
Durante reunião da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (28), o petista afirmou que a família Bolsonaro se apresenta como perseguida pela democracia, embora não tenha sofrido perseguição durante a ditadura militar.
"Me parece que, assim como o restante de sua família, eles são perseguidos pela democracia, que na ditadura eles nunca foram perseguidos. Na ditadura, eles sempre perseguiram as pessoas."
O deputado também criticou o argumento de que Flávio estaria deixando o país por sofrer perseguição política. Para o parlamentar, a atuação das instituições democráticas não pode ser confundida com perseguição.
"E a democracia não persegue, a democracia faz justiça", completou.
Flávio deixou o Brasil, três dias depois de ser derrotado pelo presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. O senador seguiu para os Estados Unidos, depois de passar pela Argentina e pelo Equador.
Veneri acusou Flávio de descumprir a promessa de permanecer no país mesmo que perdesse a disputa eleitoral. O petista também questionou a justificativa apresentada pelo senador para sua saída.
"Eu não falo só da fuga patética daquele que mentiu o tempo todo e que, obviamente, mentiu novamente quando disse que não sairia do Brasil se perdesse as eleições."
O senador chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28), após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina. Flávio embarcou em uma aeronave particular que fez escala no Equador antes de seguir para a Flórida.
A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que Flávio entregasse seus passaportes e proibir sua saída do território nacional.