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"Bolsonaros devem ser deportados quando Trump se for", diz democrata

Isaiah Martin critica acolhimento de Flávio nos EUA, questiona gastos com segurança e defende que senador seja enviado ao Brasil algemado.

29/10/2026
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O político democrata Isaiah Martin defendeu, nesta quinta-feira (29), que integrantes da família Bolsonaro sejam deportados dos Estados Unidos após a saída do presidente Donald Trump da Casa Branca. Em uma série de publicações no X, ele criticou a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no país e questionou o possível uso de dinheiro público americano para custear sua segurança.

"Quando Trump se for, os Bolsonaros devem ser deportados", escreveu Martin, ao reagir à carta divulgada pelo senador na quarta-feira (28), na qual agradeceu ao presidente americano pela acolhida.

Na publicação, Martin afirmou que a decisão de receber Flávio foi de Trump, e não do povo americano.

"Vi que Flávio Bolsonaro teve a audácia de agradecer ao povo americano por acolhê-lo. Não sei por que ele disse isso. O povo americano não fez nada; seu marionetista, Trump, fez. Nós não o queremos aqui."

Martin defende deportação da família Bolsonaro após o fim do governo Trump.Reprodução / X

O democrata também questionou o possível uso de recursos públicos para custear a permanência e a segurança do senador. Segundo ele, o dinheiro dos contribuintes deveria ser destinado a serviços como saúde, educação e infraestrutura.

Martin acusou os republicanos de favorecer Flávio e defendeu a investigação de eventuais gastos com sua proteção, além da suspensão do financiamento caso os democratas conquistem maioria no Congresso americano.

Apesar das acusações, Martin não apresentou provas de que o governo americano esteja custeando despesas pessoais ou uma estrutura especial de segurança para Flávio Bolsonaro.

O político democrata também reagiu à tentativa de Flávio de se apresentar como presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em resposta à publicação do senador no X, escreveu: "você será deportado".

Democrata reage à autoproclamação de Flávio como "líder do Brasil".Reprodução / X

Para Martin, a postura de Flávio representa uma contestação antidemocrática do resultado das urnas, que não deveria ser tolerada nos Estados Unidos.

Na quarta-feira (28), Flávio alterou a carta após a repercussão. Na versão inicial, apresentava-se como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", expressão posteriormente substituída por "líder do Brasil".

Democrata defende deportação com algemas

Em outra publicação, Martin voltou a atacar o senador e defendeu que uma eventual deportação fosse realizada sem o uso de avião particular.

"Quando Bolsonaro for deportado, não deve ser por jato particular. Deve ser algemado e acorrentado no meio da noite por helicóptero brasileiro."

Martin afirma que Flávio deveria ser deportado algemado e acorrentado.Reprodução / X

Uma eventual deportação dependeria dos procedimentos legais previstos na legislação dos Estados Unidos.

Flávio nos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), dois dias após perder a eleição presidencial. O senador descumpriu determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que exigiu a entrega de seus passaportes à Polícia Federal e proibiu sua saída do país. A ordem foi expedida em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.

Acompanhado da esposa e das duas filhas, Flávio atravessou a fronteira com a Argentina e embarcou em avião particular que fez escala no Equador antes de chegar a Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28). Após desembarcar, divulgou carta em que acusou o Judiciário de promover fraude eleitoral e responsabilizou a prorrogação do horário de votação no segundo turno pelo resultado com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na primeira versão do documento, Flávio se apresentou como "verdadeiro presidente eleito do Brasil". O senador também agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo acolhimento e anunciou que pretende comandar a oposição ao governo Lula a partir do exterior.

Posteriormente, Flávio alterou a abertura da carta, substituindo a expressão "verdadeiro presidente eleito do Brasil" por "líder do Brasil".

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