A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) lançou uma ferramenta digital para ampliar a pressão sobre a Câmara dos Deputados pela criação da CPI das Big Techs. Por meio do site, o usuário pode apoiar a iniciativa e disparar, de uma só vez, uma mensagem por e-mail aos deputados que ainda não assinaram o requerimento.
A estratégia busca acelerar a obtenção das assinaturas necessárias para que o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito avance na Câmara. Nesta sexta-feira (30), o contador disponível na própria plataforma apontava 87 das 171 assinaturas necessárias, faltando agora 84.
Além da ferramenta para pressionar parlamentares, o site apresenta a lista de deputados que já apoiaram o requerimento, mostra quantas assinaturas ainda faltam e reúne uma linha do tempo sobre episódios envolvendo plataformas digitais durante as eleições de 2026.
"Para acionar todos os deputados que ainda não assinaram é extremamente fácil. É só acessar o site cpibigtech.org, que você já consegue assinar pela criação da CPI e também mandar um e-mail direto para todos os deputados que ainda não assinaram ao mesmo tempo", afirmou Erika em vídeo divulgado nas redes sociais.
A ferramenta adiciona um componente de mobilização popular a uma etapa que normalmente ocorre nos bastidores do Congresso. Embora somente deputados possam fornecer as assinaturas parlamentares necessárias para o requerimento, qualquer usuário pode utilizar a página para enviar mensagens cobrando adesão dos congressistas.
A própria Erika intensificou a divulgação da plataforma nas redes sociais e chegou a informar que o alto volume de acessos estava causando dificuldades temporárias para algumas pessoas utilizarem o site. Na mesma publicação, incentivou os usuários a aproveitarem a ferramenta de envio de e-mails enquanto aguardavam.
Entre os temas mencionados estão moderação de conteúdo, impulsionamento, transparência dos algoritmos, inteligência artificial e distribuição de conteúdo político. O site criado para apoiar a CPI reúne dezenas de acontecimentos e perguntas que, segundo seus organizadores, deveriam ser respondidas pelas empresas.