Aldilene Souza, do PDT, foi eleita deputada estadual no Amapá com 6.896 votos, correspondentes a 1,53% dos votos válidos.
Ela ocupou a 20ª posição entre os 24 deputados eleitos para a Assembleia Legislativa do Estado.
A vaga foi conquistada pela média, mecanismo que beneficia candidatos do partido quando a legenda acumula votos suficientes para além do quociente eleitoral.
O tamanho da votação
Os 6.896 votos de Aldilene Souza ficaram bem abaixo do quociente eleitoral do Amapá, fixado em 18.780 votos - a candidata obteve pouco mais de um terço desse patamar.
A vaga veio, portanto, pela soma dos votos do partido.
Dentro do PDT, ela foi a terceira mais votada entre os três candidatos da legenda, respondendo por 13,02% dos 52.953 votos que o partido registrou no Estado.
A posição de base na bancada reforça que a eleição dependeu do desempenho coletivo da sigla, não apenas da votação individual.
A margem
Aldilene Souza ficou 2.091 votos acima do último eleito do Estado, Alex, do PL, que obteve 4.805 votos.
A margem em relação ao primeiro não eleito segue direção contrária: Teka do Jory, dos Republicanos, que ficou fora da Assembleia, somou 7.977 votos - mais do que a deputada eleita pelo PDT.
Dentro da própria agremiação, a diferença para o primeiro suplente, Pastor Oliveira, também do PDT, foi de 528 votos, indicando uma margem interna relativamente estreita.
Onde teve os votos
Aldilene Souza recebeu votos em todos os 16 municípios do Amapá.
Macapá, a capital, concentrou 4.325 votos, equivalentes a 62,72% de toda a sua votação e a 1,68% dos votos válidos da cidade.
As cinco maiores cidades juntas responderam por 85,96% do total, o que indica alta concentração geográfica do eleitorado da deputada.
Em Laranjal do Jari, ela obteve 2,21% dos votos válidos do município; em Oiapoque, 2,10%.
O maior percentual de penetração local foi registrado em Itaubal, onde seus 219 votos representaram 3,05% dos votos válidos da cidade - o mais alto entre todos os municípios.
A deputada não foi a candidata mais votada em nenhum dos 16 municípios.
O partido no Estado
O PDT elegeu três deputados estaduais no Amapá em 2026, o mesmo número conquistado em 2022, sem variação na bancada.
A legenda totalizou 52.953 votos, equivalentes a 11,75% dos votos válidos, além de 1.562 votos de legenda.
A manutenção da bancada em três cadeiras, mesmo com Aldilene Souza sendo a terceira e última colocada entre os eleitos do partido, mostra que o PDT sustentou seu patamar de representação na Assembleia Legislativa do Amapá.
Quem é
Aldilene Souza tem 56 anos de idade na data da posse, possui ensino superior completo e declarou ao TSE a ocupação de deputado - ressalvando-se que essa ocupação declarada não indica necessariamente reeleição, conforme aviso do próprio cadastro do TSE.