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"Presença das mulheres fortalece a democracia", destaca Hugo Motta

Declaração foi dada durante a abertura da Conferência Internacional Mulheres que Movem a Justiça.

4/11/2026
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta quarta-feira (4) maior presença feminina nos espaços de poder e afirmou que uma democracia madura depende da participação proporcional das mulheres nos locais onde as principais decisões são tomadas.

A declaração foi feita durante a abertura da Conferência Internacional Mulheres que Movem a Justiça, em discurso no qual o parlamentar relacionou representação feminina, acesso à Justiça, proteção contra a violência e fortalecimento das instituições democráticas.

"Não existe democracia madura quando as vozes femininas não estão representadas de forma proporcional nos espaços onde as decisões são tomadas."

O presidente da Câmara colocou a democracia como um dos eixos centrais de sua manifestação. Logo no início, afirmou que a conferência, apesar de dedicada às mulheres, trata de uma questão mais ampla e diretamente ligada à qualidade do regime democrático brasileiro.

"A democracia é um princípio inegociável e a Constituição deve ser o nosso norte. Instituições fortes se constroem com diálogo, respeito às diferenças e busca por convergência em torno do interesse público. E é nesse ponto que a presença das mulheres transforma a justiça e fortalece a democracia", declarou.

Representação feminina

Ao abordar a participação das mulheres na vida pública, Motta argumentou que não é possível falar em democratização da Justiça enquanto metade da população ainda encontra obstáculos para acessar direitos ou viver com segurança.

"Não há democratização da justiça quando metade da população encontra barreiras para acessar direitos ou viver com segurança. Não há justiça plena quando mulheres ainda são vítimas de violência e exclusão."

Nesse contexto, o presidente da Câmara destacou que a bancada feminina passará de 91 para 109 parlamentares na próxima legislatura. Para Motta, o aumento da representação deverá ampliar a participação das mulheres na discussão e aprovação de propostas de interesse da população feminina.

Motta reconheceu que o Brasil avançou nos últimos anos, com mulheres ocupando posições de destaque no sistema de Justiça e na vida pública, mas afirmou que o processo ainda não está concluído.

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