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Cinco lotes falsificados de Mounjaro têm venda proibida pela Anvisa

Proibição também inclui produtos à base de Pygeum e soluções bacteriostáticas comercializados sem registro sanitário.

6/11/2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição e uso de cinco lotes falsificados do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle do peso.

A decisão foi publicada nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial da União (DOU) e já está em vigor.

Anvisa identificou cinco lotes falsificados de Mounjaro e determinou a apreensão dos produtos.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A medida foi adotada após a farmacêutica Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do medicamento, comunicar à agência a identificação de unidades com características diferentes das versões originais. Entre as irregularidades estão numerações de lotes não reconhecidas pela fabricante e rótulos incompatíveis com seus padrões de produção.

A determinação consta na Resolução-RE nº 4.329/2026, assinada em 4 de novembro. Além do Mounjaro, a norma estabelece restrições a produtos à base de Pygeum e a soluções bacteriostáticas comercializados sem registro sanitário.

Quais lotes de Mounjaro foram proibidos?

A resolução identifica cinco lotes falsificados, distribuídos entre três apresentações do medicamento:

Segundo a Eli Lilly, quatro numerações não são reconhecidas pela empresa: KUSTR43969410, B55010, 2138737 e D838889. Também foram identificadas irregularidades na rotulagem dos lotes D810042, 2138737, B55010 e D838889.

A Anvisa esclareceu que, no caso do lote D810042, a proibição se aplica exclusivamente às unidades falsificadas.

Os medicamentos autênticos, regularmente fabricados pela farmacêutica e identificados com essa mesma numeração, não estão incluídos na restrição.

Outros produtos também são proibidos

A mesma resolução determinou a apreensão de todos os lotes de produtos à base de Pygeum comercializados pelas marcas Oficialfarma, Unicpharma, Bioformulas, Swanson, Recover Farma e Nutricost, além de versões sem identificação de marca.

O Pygeum é um extrato vegetal utilizado em produtos destinados ao alívio de sintomas urinários associados ao aumento benigno da próstata. Segundo a Anvisa, os itens eram anunciados sem registro, notificação ou cadastro sanitário, e a empresa responsável pela fabricação não foi identificada.

A proibição abrange fabricação, armazenamento, transporte, distribuição, propaganda, comercialização e uso dos produtos. A determinação também se aplica a pessoas físicas e jurídicas envolvidas na venda e divulgação dos itens.

A agência também determinou a apreensão de todos os lotes de Água Bacteriostática e Diluente Bacteriostático comercializados sem registro na categoria de medicamentos específicos. De acordo com a resolução, os produtos eram anunciados por fabricantes desconhecidos.

Para esses itens, estão igualmente proibidos a fabricação, armazenamento, transporte, distribuição, divulgação, venda e uso em todo o território nacional.

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