Antes das votações, campanhas eleitorais e discursos no Plenário, deputados e senadores já haviam construído trajetórias diante de um microfone.
Parlamentares que atuaram em emissoras de rádio de todo o Brasil agora representam no Congresso uma profissão historicamente ligada à comunicação direta com a população.
Neste sábado (7), completam-se 20 anos que a atuação nas rádios passou a ser celebrada com o Dia do Radialista. A data foi instituída pela Lei 11.327/2006.
Originária do projeto de lei 4.473/2004, a medida é um exemplo da relação entre o rádio e a política. A proposta é de autoria do então deputado federal Sandes Júnior, que iniciou sua carreira no rádio goiano em 1978.
Tradição
Décadas depois, a presença de radialistas no Congresso permanece constante. Entre os nomes mais conhecidos está o senador Carlos Viana (PSD-MG), que trabalhou durante 12 anos na Rádio Itatiaia, em Minas Gerais, antes de chegar ao Senado.
Outro senador com raízes no rádio é Plínio Valério (PSDB-AM). Jornalista de formação, ele construiu sua carreira na comunicação, com passagens pelo rádio, pela televisão, pelo jornal impresso e pela internet. O parlamentar permaneceu em atividade por 14 anos.
A relação entre o rádio e a política também aparece na trajetória de Marcos Rogério (PL-RO). Antes da carreira parlamentar, o senador trabalhou como radialista e repórter de televisão.
Atuação
Na Câmara, Márcio Marinho (Republicanos-BA) possui uma das carreiras radiofônicas mais extensas. O deputado apresentou programas em emissoras do Rio de Janeiro e de Pernambuco. Já na Bahia, atuou como locutor e apresentador.
Outro deputado que mantém a profissão vinculada à própria apresentação pública é Cezinha de Madureira (PL-SP). O parlamentar faz questão de registrar sua atuação como radialista na biografia.
Juarez Costa (Republicanos-MT) construiu parte de sua trajetória profissional como locutor e apresentador em emissoras de rádio de Mato Grosso antes de entrar para a política.
Já Bibo Nunes (PL-RS) tem uma longa trajetória no rádio, iniciada em 1976, na Rádio Cruz Alta. Ele trabalhou como apresentador de rádio e TV, além de passagem pela direção da FM Cultura, no Rio Grande do Sul.
Em São Paulo, Jonas Donizette (PSB-SP) também passou anos no rádio antes de consolidar sua trajetória política. O deputado trabalhou em emissoras de Campinas e atuou como apresentador, locutor e dirigente de emissora.
Amaro Neto (PP-ES) também teve o rádio entre suas primeiras experiências profissionais na comunicação. Antes de se tornar conhecido pela televisão e de ingressar posteriormente na política, trabalhou como locutor esportivo.