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Presidente da COP26, Alok Sharma chegou a chorar ao anunciar acordo menos rígido. Foto: unfccc
Após duas semanas de negociações, quase duzentos países firmaram neste sábado (13), em Glasgow, na Escócia, o acordo final da COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. O texto sofreu ajustes de última hora e é considerado menos ambicioso do que o necessário para conseguir limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC, na avaliação de organizações e especialistas que monitoram o tema.
Ainda assim, se deram avanços importantes no sentido de conter o avanço do aquecimento global. Um dos pontos comemorados pelas organizações da sociedade civil foi a regulamentação do mercado de carbono, previsto no artigo 6 do Acordo de Paris. Autor de projeto de lei que regulamenta o mercado no Brasil, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM) cobrou agilidade no avanço da proposta:
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, avaliou que o resultado da conferência reflete os interesses e contradições da vontade política mundial. Ele frisa: é uma etapa importante, mas não suficiente. Guterres afirmou ser a hora de "entrar em modo de emergência" e que a batalha climática é a luta de nossas vidas, e que essa luta deve ser vencida. Leia a íntegra do Pacto Climático de Glasgow Entre os pontos do acordo tidos como fracassos, está a mudança final do texto de que os países signatários se comprometem apenas com a redução gradual da utilização e dos subsídios aos combustíveis fósseis. Versão anterior trazia o compromisso de eliminação da prática, porém, países como China e Índia pressionaram pelo abrandamento do acordo. Ao anunciar essa alteração no pacto, o presidente da COP26, Alok Sharma, assim como outros negociadores, chegaram a chorar. Um dos destaques da COP26 foi a maior participação nos debates de indígenas, negros e quilombolas na defesa de seus pleito relacionados à questão climática. A conferência também foi marcada pelas manifestações (principalmente do lado de fora do evento) de jovens em defesa de medidas concretas para frear o aquecimento global. A ativista sueca Greta Thunberg resumiu o acordo como "blah, blah, blah" e enfatizou que o trabalho real e que "nunca, nunca desistirão". Em tom semelhante, a jovem ativista ugandense Vanessa Nakate criticou que os países ricos claramente não querem pagar pelos custos que estão infringindo às nações mais pobres.A regulamentação do art 6 (Acordo de Paris) anunciada hoje, é importante passo para o mercado internacional de carbono. O Brasil precisará fazer seu dever para acessá-lo e trazer riquezas para nosso povo. A criação do mercado brasileiro é urgente é inadiável - PL 528 JÁ! #COP26
— Marcelo Ramos (@marceloramosam) November 13, 2021
"Não podemos nos adaptar à extinção. Não podemos comer carvão. Não podemos beber óleo. Não vamos desistir [tradução livre]", afirmou Vanessa nas redes sociais.[caption id="attachment_522973" align="alignnone" width="1024"]