Publicidade
Expandir publicidade
A AGU rebateu as acusações envolvendo o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente Jair Bolsonaro, acusados de uso irregular do dinheiro público. [fotografo]Reprodução[/fotografo]
Resultados preliminares da pesquisa Soft Power Index elaborada pela consultoria britânica Brand Finance, que mede a percepção sobre como cada país respondeu à pandemia, aponta que o Brasil tem a pior gestão da covid-19 entre as 30 nações avaliadas por um time de 750 especialistas formado por jornalistas, empresários, líderes políticos, acadêmicos, membros de think tanks e de organizações não governamentais.
Já para 75 mil respondentes do público em geral, o Brasil ocupa a 103ª posição em uma lista de 105 países, à frente apenas de Índia e Estados Unidos. A informação foi publicada por Luciana Gurgel, da MediTalks.
Por outro lado, países liderados por mulheres como a Nova Zelândia e Alemanha foram reconhecidos por terem maior transparência na relação com a sociedade e com a imprensa. Os países conquistaram a preferência do público geral e também da audiência especializada.
Um fator que contribuiu para o resultado da pesquisa foi o negacionismo de líderes como Donald Trump e Jair Bolsonaro. Posicionamentos contrários à ciência, conflitos com a mídia e demora na gestão da crise saltaram aos olhos dos respondentes.
Brasil teve a pior avaliação em três quesitos
A pontuação líquida, segundo diz o site, é a diferença entre as respostas “administrou bem” e “administrou mal” sobre três aspectos: gestão da economia, proteção à saúde e bem-estar, e ajuda e cooperação internacional.
Em uma escala de -100 a +100, o Brasil ficou com o pior índice geral, de -56, abaixo de Estados Unidos (-35) e Índia (-23), os três países com o maior número de casos e de mortes provocadas pela doença. O Brasil foi o que recebeu a pior avaliação dos especialistas em todos os quesitos analisados.
[caption id="attachment_476314" align="alignnone" width="768"]Nações ricas com forte reputação de boa administração anterior à pandemia foram reconhecidas como modelos de gestão da crise aos olhos do público. A consultoria britânica ressalta pontuações líquidas acima de +35% para Suíça, Japão, Canadá, Finlândia, Noruega, Singapura, Dinamarca, Coreia do Sul, Austrália e Áustria.
Apesar da Suécia também constar neste ranking, o país não adotou lockdown e registrou a oitava maior incidência de mortes por 100 mil habitantes na Comunidade Econômica Europeia. Ainda assim, público geral e audiência especializada classificaram o país em 13º lugar na gestão da pandemia.
A pesquisa examinou também a opinião do público sobre o desempenho da Organização Mundial de Saúde (OMS), em que 31% consideraram a condução positiva, e 20% de maneira negativa. Ainda segundo a Meditalks, a maior aprovação ao trabalho da organização foi dada pelos chineses, e a maior reprovação pelos japoneses. Os norte-americanos ficaram divididos: 35% aprovaram a gestão da OMS e 26% a reprovaram. > Ministério da Saúde diz que vacinação contra covid-19 começará por capitais