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Flordelis é acusada de ter participado da morte do marido, ocorrida em 2019 [fotografo] Fernando Frazão / Agência Brasil [/fotografo]
A Frente Parlamentar Evangélica decidiu afastar a deputada Flordelis (PSD-RJ) do grupo. A movimentação foi antecipada pelo Congresso em Foco na quarta-feira (26). Ela é apontada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. A direção nacional do PSD já declarou que vai abrir processo de expulsão de Flordelis da sigla.
"Optamos pelo afastamento da deputada desta Frente Parlamentar até que os fatos sejam devidamente apurados e a justiça chegue a uma decisão final", escreveu a bancada evangélica em nota.
Na segunda-feira (24), a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI) e o Ministério Público do Rio cumpriram nove mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra 11 suspeitos de envolvimento no crime no âmbito da Operação Lucas 12. Como tem foro privilegiado, a deputada não foi alvo da operação. A imunidade parlamentar só permite prisões em caso de flagrante de crimes inafiançáveis.
A deputada enviou um pedido de socorro na madrugada de sexta-feira (28) em um grupo de Whatsapp da bancada feminina da Câmara do Deputados. Na mensagem ela diz que “jura” que vai conseguir provar a inocência e pede “pelo amor de Deus” para não ter o mandato cassado.
Eventual cassação do mandato pelo Conselho de Ética depende de decisão da maioria do colegiado, que será posteriormente submetida ao Plenário da Casa. No entanto, as comissões ainda não foram instaladas em 2020 em função da pandemia, o que inviabiliza uma decisão neste momento.
> Polícia conclui que Flordelis é mandante do assassinato do marido