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Ministro da Economia, Paulo Guedes e presidente Jair Bolsonaro [fotografo] Reprodução [/fotografo]
O presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar os riscos da covid-19, doença que já matou 54.971 brasileiros. Para o chefe do Executivo, não pode haver "excesso de preocupação" com o vírus como "foi feito lá atrás", se referindo ao início da pandemia no país.
Em live com o ministro da Economia nesta quinta-feira (25), o presidente reforçou as medidas econômicas tomadas pelo seu governo e, sem citar que o Brasil é o segundo país com mais mortes ocasionadas pela pandemia no mundo, afirmou que o governo tem feito o melhor que pode.
Bolsonaro voltou a defender o fim da quarentena e, mais uma vez, afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) responsabilizou governadores e prefeitos pelo controle da pandemia. Porém, o STF definiu é que estados e municípios podem adotar medidas sobre isolamento, quarentena e outras restrições durante a pandemia.
que o chefe do Executivo não poderia passar por cima das medidas restritivas impostas pelos governadores e prefeitos. Em outras palavras, o presidente não pode atrapalhar aquilo que os gestores estaduais e municipais fazem para conter a pandemia.
No início dessa semana o ministro Luiz Fux afirmou, em entrevista para os jornais O Globo e Valor, que o Supremo não exonerou o Executivo federal de suas atribuições, pois a Constituição prevê que em casos de calamidade, as normas federais gerais devem existir. Entretanto, disse Fux, como a saúde é direito de todos e dever da União, "num sentido genérico, o Estado federativo brasileiro escolheu o Estado federado em que os estados têm autonomia política, jurídica e financeira".