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Delegado busca negociar a saída de Daniel Silveira do plenário, onde fica imune a ação de autoridades judiciais. [fotografo]Arquivo pessoal[/fotografo]
O deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) é alvo de uma representação no Conselho de Ética da Câmara por ter afirmado que daria tiros no peito dos antifascistas e por tê-los desafiado a brigar durante manifestação no último dia 31. O processo está sendo movido por congressistas da Rede, Psol e PSB e foi protocolado na Mesa Diretora da Casa. Além desse processo, o deputado foi alvo de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (16), por suspeita de incentivar e financiar manifestações antidemocráticas. No final do dia, o sigilo bancário de Daniel também foi quebrado.
Em vídeo publicado em seu Twitter, o deputado afirma que torce para pegar um antifascista na rua e que esse tente agredi-lo para que ele possa descarregar sua arma. Ainda segundo o próprio deputado, durante a manifestação ele chamou os opositores ao governo para a briga, pois queria "pegar só um para dar o exemplo", mas os manifestantes se recusaram.
Na representação, os congressistas relembram outros atos do parlamentar, desde antes de assumir o mandato. Em 2018, Daniel quebrou uma placa em homenagem a vereadora Marielle Franco, que foi brutalmente assassinada por milicianos no Rio de Janeiro. [caption id="attachment_379357" align="alignnone" width="615"]Recado para os antifas #Somos57MILHOES... Na verdade muito mais, mas muito mais do que isso. pic.twitter.com/ddirmYrApj
— Daniel Silveira (@danielPMERJ) May 31, 2020