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O ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, debate a reforma da Previdência (PEC 6/19). [fotografo] Fábio Pozzebom/ Agência Brasil [/fotografo]
Grande parte das medidas anunciadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para aquecer a economia durante a crise com o coronavírus precisa ser chancelada por deputados e senadores. Entre remanejamentos e aprovação de crédito extra, cerca de R$ 60 bilhões, de um total dos R$ 147 bilhões prometidos, precisam ser aprovados pelo Poder Legislativo.
Líderes partidários e governistas consultados pelo Congresso em Foco demonstraram incerteza sobre o ritmo de votação e aguardam orientações dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
“Estamos aguardando a posição do presidente Davi sobre o funcionamento do Congresso”, disse o líder do governo Eduardo Gomes (MDB-TO). De acordo com ele, Davi deve anunciar posição nesta terça-feira (17) sobre o funcionamento dos trabalhos legislativos.
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Há uma sessão marcada para esta terça, mas ela deve ser adiada para quarta-feira (18). Mesmo na quarta há incerteza sobre o funcionamento sobre os trabalhos. Gomes afirma que votações a distância estão sendo estudadas, mas nenhuma decisão sobre isso será tomada nesta tarde.
O presidente do MDB e líder da sigla na Câmara, Baleia Rossi (SP), declarou apoio nas redes sociais às medidas de Guedes, mas fez uma ressalva: “Faltam ações para trabalhadores informais e pequenos empresários. É preciso também ter recursos novos, e não só antecipações”.
De acordo com nota enviada pelo líder do Cidadania na Câmara, Arnaldo Jardim (SP), apenas R$ 10 bilhões do total de R$ 147 bilhões prometidos pelo ministro Paulo Guedes são receitas novas e não remanejamento do que já estava previsto no orçamento.
O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), disse que está prevista uma reunião de líderes com Rodrigo Maia para tratar do assunto nesta terça.