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Advogados tentam impedir posse de deputados que apoiaram atos golpistas

Advogados afirma que parlamentares apoiaram os ataques do domingo às sedes dos três poderes por meio de manifestações nas redes sociais.

12/1/2023
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Advogados afirma que parlamentares apoiaram os ataques do domingo às sedes dos três poderes por meio de manifestações nas redes sociais. Foto: Marcelo Camargo/ABr
O coletivo de advogados e juristas Prerrogativas pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendam a diplomação de seis deputados - quatro federais e dois estaduais - e impeçam a posse deles em 1º de fevereiro. De acordo com o Prerrogativas, esses parlamentares apoiaram os ataques do último domingo (8) ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal e ao Palácio do Planalto, por meio de manifestações ou publicações nas redes sociais. Os alvos dos pedidos são os deputados federais eleitos Carlos Jordy (PL-RJ), Silvia Waiãpi (PL-AP), André Fernandes (PL-CE) e Nikolas Ferreira (PL-MG) e os estaduais Sargento Rodrigues (PL-MG) e Walber Virgolino (PL-PB). A ação é de iniciativa dos advogados Marco Aurélio de Carvalho, Fabiano Silva dos Santos e Pedro Serrano. “Não é aceitável ou imaginável que pessoas que tenham sido eleitas como representantes do povo em um regime democrático, por meio de eleição livre, possam apoiar, incentivar e mesmo participar de atos que atentem contra o Estado democrático de Direito”, afirmam os advogados na petição ao TSE. “O apoio público a atos atentatórios ao regime democrático configura, de maneira clara e direta, comportamento incompatível com o decoro parlamentar”, acrescentam. Para embasar o pedido, eles alegam que o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, afirmou que todos os envolvidos nos ataques golpistas e citam o caso do afastamento do cargo de um juiz de primeira instância de Belo Horizonte. Wauner Batista Ferreira Machado foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça por autorizar a realização de um ato golpista em frente a quartel do Exército na capital de Minas Gerais. “Trata-se de paralelo perfeitamente aplicável à hipótese dos autos”, afirmam os advogados do Prerrogativas. Nessa quarta-feira a Procuradoria-Geral da República solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para apurar o envolvimento nos atos dos deputados eleitos André Fernandes (PL-CE), Clarissa Tércio (PP-PE) e Silvia Waiãpi (PL-AP). Há outros dois pedidos no Supremo para responsabilizar criminalmente a conduta de parlamentares que manifestaram apoio aos atos golpistas. Uma das petições é assinada pelo Psol e alcança o senador Magno Malta e os deputados André Fernandes, Silvia Waiãpi, Clarissa Tércio, Júnior Tércio, Ricardo Barros, Sargento Rodrigues, José Medeiros, Coronel Tadeu, Carlos Jordy e Ana Compagnolo. Já a do PT é focada em Clarissa Tércio, Silvia Waiãpi, André Fernandes e Pâmela Bório, suplente de deputada federal pelo PSC da Paraíba. Ela é ex-mulher do ex-governador Ricardo Coutinho (PT), de quem se separou de maneira litigiosa.
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