O ataque definitivo do governo para aprovar a proposta que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é tentar captar votos do PMDB, Psol, PTB e PR. O governo não descarta nem mesmo o PSDB para buscar apoio. A base aliada vai tentar convencer os senadores Mão Santa (PMDB-PI), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), José Nery (Psol-PA), Romeu Tuma (PTB-SP) e César Borges (PR-BA) a votarem pela prorrogação do imposto do cheque. Pela contabilidade do governo, atualmente o Planalto conta com 47 votos para aprovar a matéria. Para que a CPMF seja aprovada, são necessários 49 votos. Contudo, de acordo com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o governo já espera o pior. “Mantida a situação atual, nós vamos perder. O governo está preparado para perder”, disse o peemedebista. (leia mais) Carta Uma carta assinada pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega; e das Relações Institucionais, José Múcio, chegará em instantes aos senadores. Os ministros afirmam que a totalidade dos recursos da CPMF será investida na saúde. De acordo com o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), a medida vai gerar uma receita extra de R$ 21 bilhões para o setor. “Vou pedir licença para ser secretário-executivo do Temporão [ministro da Saúde] e promover uma revolução na saúde do Brasil”, brincou o deputado petista. (Rodolfo Torres)
CPMF: governo parte para o ataque final
12/12/2007
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