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O presidente Jair Bolsonaro e o líder do PP, deputado Arthur Lira (AL) [fotografo] Reprodução / Redes sociais [/fotografo].
O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), comandou uma reunião, nessa segunda-feira (25), com representantes dos partidos do Centrão para definir um alinhamento nas votações da semana na Casa Legislativa.
Participaram da reunião, realizada na residência de Vitor Hugo, representantes de partidos como PP, Republicanos, PSC, PTB, Pros e Patriota. O PSD não esteve no encontro porque o líder da sigla, deputado Diego Andrade (PSD-MG), está com covid-19. Avante e PL também não participaram, mas estão alinhados com o grupo.
As siglas do bloco informal de centro e direita estão em processo de aproximação com o governo e negociam indicação de cargos dentro da estrutura federal.
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Uma ala do grupo já se classifica como base do governo de Jair Bolsonaro. Um deputado do PP próximo do presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou ao Congresso em Foco que Bolsonaro tem uma base de cerca de 170 deputados.
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No entanto, o apoio não é irrestrito. Projetos com forte rejeição popular não devem ter o apoio das siglas. “Vai depender da pauta. O que derrota o governo não é [a existência ou não de] base, é pauta”, disse o deputado do PP ouvido pelo site.
Além disso, a classificação de base não é aceita por todos os membros do grupo que se aproxima do Planalto. Deputados do Republicanos e PTB disseram que sempre votaram a favor das pautas econômicas do governo, mas se declaram independentes.
Um vice-líder do Republicanos avalia que as indicações feitas até agora permitem uma postura que classifica como de independência. Ele cita que, em governos anteriores, o espaço dado pelo Palácio do Planalto aos partidos era muito maior, com nomeação de ministros e todos os cargos subordinados.