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Polícia Federal quer saber quem financia defesa de Adélio Bispo de Oliveira e se ele agiu sozinho[fotografo]Reprodução[/fotografo]
Adélio Bispo Oliveira, de 40 anos, cresceu com o apelido de um personagem de novela. Era o Tonho da Lua, do ensino fundamental, de uma escola de Uberaba, em Minas Gerais. Às vezes feliz, às vezes triste, numa transição que o diferenciava dos outros. Os colegas viam nele um ser confuso, difícil de entender. Agora um país inteiro tenta compreendê-lo. Não só ao próprio Adélio, como a todos os que brigam e insistem no script de um país dividido entre o bem e o mal, a exemplo de protagonistas de uma mesma novela, como Ruth e Raquel em "Mulheres de Areia" (TV Globo).
Naquela época, a representação na TV de um doente mental que desenhava esculturas de mulheres na areia fazia sucesso. Adélio tinha 15 anos.
Observado pelos colegas, era visto como alguém com sérios problemas mentais. Mesmo assim, ao vê-lo na TV – não como Tonho, mas no papel de Adélio – acusado de um grave crime, um ex-colega de escola comentou em suas redes sociais que era "muito triste ver uma pessoa que não recebeu tratamento adequado se envolvendo num episódio desses". Era uma escola de alunos difíceis, que repetiam muitas séries.
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