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Ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira vê eleições na França como "recado" à direita brasileira

Ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira considera resultado das eleições na França como um alerta contra o extremismo na direita brasileira.

8/7/2024
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Ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira considera resultado das eleições na França como um alerta contra o extremismo na direita brasileira. Foto: Marcos Oliveira/Ag. Senado
Diante do resultado das eleições legislativas na França, marcadas pela derrota do partido de extrema-direita Assemblée Nationale (Reunião Nacional) de Marine Le Pen e pela consolidação da coalizão de esquerda Nouveau Front Populaire (Nova Frente Popular, NFP) como maior bloco do parlamento francês, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro no governo de Jair Bolsonaro, pronunciou-se em suas redes sociais. De acordo com ele, o pleito francês representa um alerta à direita brasileira, pois retrata as consequências da adoção de uma postura extremista e isolacionista. De acordo com o parlamentar, o cenário francês se assemelha à situação brasileira, pois nos dois países, “os setores mais vigorosos da Direita ainda imaginam que podem, sozinhos, ser referendados pela vontade popular”, e os dois extremos “procuram o tempo todo desqualificar os que pensam diferente, mesmo que possuam inúmeros pontos de convergência com pontos centrais de sua agenda”. A população brasileira, porém, “não é de extremismos”. O senador alertou que, no caso da direita, comportamentos fundamentalistas de uma parcela que acredita possuir força majoritária acabam por estigmatizar o todo. “O que os acontecimentos da França demonstram é que a construção de uma maioria exige mais do que convicção. Exige a capacidade de congregar em torno de um projeto nacional, de uma nação que não possui um pensamento único, mas múltiplo, um projeto maior do que o de qualquer corrente”, ponderou. Ciro Nogueira também apontou para o fato de a NFP não ter alcançado maioria absoluta na Assembleia Nacional francesa, sendo obrigada a buscar apoio de outros partidos para consolidar seu futuro governo. “A esquerda também deve aprender com o dia de hoje. Ganhou, mas não é majoritária também. Foi a vitória da derrota. Ou a derrota Da Vitoria. Quando os extremos se enfrentam, a fragmentação triunfa e as diferenças sobressaem. Como deve ser”, avaliou Nogueira. Apesar de ter sido parte das bases dos dois primeiros mandatos do presidente Lula e do governo Dilma, Ciro Nogueira se tornou um dos principais aliados do governo de Jair Bolsonaro, assumindo a chefia Casa Civil durante sua gestão. Na atual legislatura, adota uma postura dupla: publicamente, se afirma como parlamentar de oposição. Nos bastidores, autorizou as negociações para seu partido ocupar pastas do governo, e vota majoritariamente com o governo, mas sem o mesmo grau de adesão dos partidos da base no Senado. Ao comentar as eleições na França, o senador aproveitou para criticar o purismo predominante entre lideranças de extrema-direita, muitas vezes hostis a qualquer conversa entre quadros da oposição com o governo. “Para a Direita, tão crítica e impiedosa com os seus próprios, fica o recado”, afirmou. Veja a íntegra da análise de Ciro:  
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