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Lira e Pacheco elaboram ato conjunto para driblar decisão do STF. Foto: Lauriberto Pompeu/Congresso em Foco
Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), intensificaram no fim de semana as conversas com líderes partidários e ministros do Supremo Tribunal Federal em busca de um entendimento para impedir a suspensão das chamadas emendas de relator, utilizadas pelo governo para negociar votos no Congresso.
O julgamento da liminar da ministra Rosa Weber, que suspendeu o chamado, orçamento secreto – as emendas do relator - começará nesta terça-feira (9), mesmo dia em que os deputados retomam a análise da PEC dos Precatórios, aprovada semana passada em primeiro turno. O objetivo da cúpula do Congresso é encontrar uma via alternativa à suspensão imediata da execução das emendas, conforme determinado pela ministra.
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Antes da apreciação em segundo turno, o plenário precisa votar os destaques propostos pelos partidos. Entre eles, a limitação do valor de despesas anuais com precatórios, a mudança da forma de calcular o teto de gastos e a prioridade de pagamento de precatórios do antigo Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef). Esses trechos precisam de 308 votos favoráveis para serem aprovados. O mesmo quórum é exigido para a votação em segundo turno.
O texto passou com 312 votos – quatro a mais que o mínimo exigido. Entre eles, 15 dados pelo PDT. Esses deputados são pressionados pelo presidenciável do partido, Ciro Gomes, a rever sua posição. Arthur Lira, tenta evitar a debandada e atrair votos de parlamentares que não participaram do primeiro turno. O governo empenhou cerca de R$ 1 bilhão das emendas de relator às vésperas da votação da PEC.