Publicidade
Expandir publicidade
Ex-líder do governo, o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) é autor do projeto na Câmara que altera lei antiterrorismo, de 2016 [fotografo] Pablo Valadares/Câmara dos Deputados [/fotografo]
O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), foi apontado pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (7), como nome “reserva” para assumir o Ministério da Educação. O cargo está vago desde a breve passagem de cinco dias de Carlos Alberto Decotelli, que saiu antes de tomar posse por inconsistências em seu currículo.
> Bolsonaro diz que favorito para o MEC é de SP; Vitor Hugo também é cotado
As inconsistências no currículo de Vitor Hugo podem ser de outra natureza: a falta de experiência na área da educação e como gestor público. Não há registro de que ele tenha sido professor em sua carreira praticamente toda dedicada à atividade militar. Consultor legislativo da própria Câmara, conquistou a última das 17 cadeiras da bancada de Goiás em 2018, embalado pela onda bolsonarista.
Major Vitor goza da confiança do presidente, que destacou sua lealdade a ele ao justificar, em entrevista mais cedo, por que poderia escolhê-lo para o ministério, mesmo não sendo ele da área da educação. A indicação do deputado goiano para a liderança do governo na Câmara, no início do ano passado, pegou os colegas governistas de surpresa, que esperavam alguém com mais experiência e trânsito político para a função. No cargo chegou a ser criticado por companheiros de partido e pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem não tem boa relação, que reclamam de uma eventual falta de articulação de sua parte.
Um dos defensores da nomeação de Vitor Hugo para o ministério é o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso. “Confiança e preparo, capacidade de ouvir lideranças setoriais e sentimento patriótico fazem do líder Major Vitor Hugo um quadro preparado para qualquer missão”, escreveu Eduardo Gomes nas redes sociais nesta tarde.
O deputado é bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar de Agulhas Negras (Aman) e em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tem mestrado em Operações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), e especializações em Direito Militar pela Universidade Castelo Branco (UCB), em História Militar pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), e em Ciências Militares pela Escola de Comando Maior do Exército (Eceme).
Ele foi o primeiro colocado no concurso público da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (Espcex) e também o primeiro classificado no concurso de ingresso na Aman.
O deputado tem 43 anos, nasceu em Salvador, cresceu em Niterói (RJ) e foi eleito por Goiás com pouco mais de 30 mil votos. Antes de conquistar o mandato, era consultor legislativo na área de segurança pública e defesa nacional, considerado um dos concursos mais difíceis do serviço público.
Embora seja filiado ao PSL, o deputado faz parte da ala da sigla que quer migrar para o Aliança Pelo Brasil, partido ainda não oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que Bolsonaro quer fundar.