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Vilson Antonio Romero*
Segundo diagnosticam os profissionais que cultuam os deuses Asclépio (grego) ou Esculápio (romano), a desidratação ocorre quando o corpo usa ou elimina mais líquido do que o ingerido. Esse quadro de perda de líquidos e sais minerais pode ser nefasto e perigoso para idosos, crianças e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido e, para os quais a atenção deve ser redobrada.
Pois o termo "desidratação" tem sido utilizado por autoridades do Palácio do Planalto e por grande parte da mídia para anunciar o que pretende o governo federal em relação à reforma do sistema previdenciário brasileiro.
O governo, aliado aos segmentos empresariais, em especial os "abutres" do sistema financeiro, que tem como principal produto lucrativo os planos de previdência, está movendo mundos e fundos (por sinal, muitos fundos - em especial, públicos!) para remontar a base de apoio visando aprovar mudanças no seguro social.
Base esta, já que estamos falando em desidratação, "desarranjada" com as sucessivas denúncias de lama dentro e no entorno dos Palácios da Corte brasiliense e brasileira.
Embora haja uma sucessão de balões de ensaio soltos na mídia e pela mídia, ora por autoridades do Executivo, ora por mandaletes parlamentares, anunciam o foco na manutenção de três pontos da inaprovável PEC 287 (a proposta de reforma original, aprovada em Comissão Especial da Câmara e pronta para votação em plenário).
[caption id="attachment_315696" align="alignright" width="300" caption=""Governo e o Senhor Mercado querem somente abocanhar mais uma fatia da previdência""]<< Governo estuda exigir 44 anos de contribuição para ter direito ao teto da Previdência